Economia

Inflação acelera para 0,40% em maio


Taxa acumulada no quadrimestre, porém, é a menor desde a implantação do Plano Real


  Por Estadão Conteúdo 08 de Junho de 2018 às 09:56

  | Agência de notícias do Grupo Estado


A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou maio com alta de 0,40%, ante um avanço de 0,22% em abril, informou nesta sexta-feira, 8, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa acumulada pela inflação no ano foi de 1,33%, o menor nível para os 4 primeiros meses do ano desde a implantação do Plano Real, em 1994.

Em 12 meses, o IPCA acumulou alta de 2,86%, dentro das projeções dos analistas, que iam de 2,64% a 3,10%, e novamente acima da mediana (2,75%).

O grupo Habitação apresentou a maior variação dentre os grupos de produtos e serviços pesquisados (0,83%) e deu a maior contribuição (0,13 p.p.) para o IPCA.

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O destaque foi a energia elétrica que, após a alta de 0,99% registrada em abril, subiu 3,53% em maio, correspondendo a 0,12 p.p. no índice do mês. Desde 1º de maio vigora a bandeira tarifária amarela, adicionando a cobrança de R$0,01 a cada kwh consumido.

ALIMENTAÇÃO 

O grupo Alimentação e Bebidas houve um avanço de 0,09% em abril para um aumento de 0,32% em maio.

O grupo Alimentação, que responde por 25% das despesas das famílias, passou de uma contribuição de 0,02 ponto porcentual para o IPCA de abril para um impacto de 0,08 ponto porcentual sobre a inflação de maio.

A alimentação consumida no domicílio subiu 0,36%, enquanto a alimentação fora de casa aumentou 0,26%.

A greve dos caminhoneiros impulsionou os preços de alguns alimentos consumidos in natura, ressaltou Fernando Gonçalves, gerente na Coordenação de Índices de Preços do IBGE.

Os destaques foram a cebola (de 19,55% em abril para 32,36% em maio), a batata-inglesa (de -4,31% em abril para 17,51% em maio), as hortaliças (de 6,46% em abril para 4,15% em maio) e o leite longa vida (de 4,94% em abril para 2,65% em maio).

Por outro lado, impediram um avanço maior da inflação de alimentos o açúcar cristal (-3,32%), o café moído (-2,28%), as frutas (-2,08%) e as carnes (-0,38%).

INPC

Já a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que regula os preços das famílias de menor renda (até cinco salários mínimos) fechou o mês de maio com variação de 0,43%. O resultado é 0,22 ponto percentual maior do que os 0,21% da taxa de abril, de acordo com o IBGE.

O resultado é também 0,03 ponto percentual superior à inflação de maio medida pelo (IPCA), que mede a variação de preços de famílias com renda entre 1 a 5 salários.

Com a alta de maio, o INPC acumulado no ano registrou elevação de 1,12% – menor nível em um mês de maio desde 2000, quando o acumulado foi de 0,83%. O acumulado dos últimos 12 meses foi de 1,76%, ficando acima do 1,69% registrado nos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio do ano passado, o INPC variou 0,36%.

Os produtos alimentícios, que pesa mais na cesta de consumo das famílias de baixa renda, tiveram alta de 0,29% em maio enquanto, no mês anterior, a alta havia sido de 0,11%. Já o agrupamento dos não alimentícios ficou com variação de 0,49% enquanto, em abril, havia registrado 0,25%.

Entre os índices regionais, a maior alta ocorreu em Campo Grande (1,12%) – resultado da alta de 8,9% na energia elétrica decorrente do reajuste de 10,65% nas tarifas, em vigor desde 8 de abril.

Já a menor alta foi a de Belo Horizonte (0,13%), em razão da queda de 1,65% no valor da energia elétrica, consequência da redução nas alíquotas de PIS/COFINS, o que compensou o reajuste de 18,53% nas tarifas a partir de 28 de maio.

Com praticamente a mesma metodologia do IPCA, o INPC abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Aracaju, Brasília, Campo Grande, Goiânia, Rio Branco e São Luís.