Economia

Balança comercial paulista tem superávit de US$ 3,2 bi


Levantamento da Fiesp mostra que de janeiro a setembro as exportações do Estado cresceram 11,1%, enquanto as importações avançaram 5,3%, em relação a igual período de 2016


  Por Estadão Conteúdo 24 de Outubro de 2017 às 14:01

  | Agência de notícias do Grupo Estado


A balança comercial paulista tem superávit de US$ 3,2 bilhões nos primeiros nove meses do ano.

Levantamento do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) e do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) mostra que de janeiro a setembro as exportações do Estado cresceram 11,1%, para US$ 43,9 bilhões, enquanto as importações avançaram 5,3%, para US$ 40,7 bilhões, em relação a igual período de 2016.

Os dados consideram o desempenho das 39 diretorias regionais do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).

"A diretoria regional de São Paulo foi a principal exportadora do Estado, com destaque para a venda de açúcar e grãos. Os embarques totais desta regional somaram US$ 6,2 bilhões de janeiro a setembro, retração de 6,4% na comparação interanual", diz a Fiesp, em nota.

Do lado das importações, a pauta da regional de São Paulo foi encabeçada por combustíveis, máquinas e materiais elétricos, somando US$ 7,6 bilhões, número 8,9% maior que igual período de 2016.

O diretor titular do Derex, Thomaz Zanotto, disse que os resultados da balança comercial paulista no período refletem o bom desempenho do setor exportador como um todo, tanto de produtos básicos como de manufaturados.

De acordo com Zanotto, o crescimento das importações, sobretudo de bens de capital e de insumos, também é um indicador positivo de retomada gradual da atividade econômica no Estado e no País.

A Fiesp lembra que de janeiro a setembro de 2017 a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 53,3 bilhões - os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

"Trata-se de um saldo recorde, superior inclusive ao total registrado em 2016. Foram US$ 164,6 bilhões em exportações e US$ 111,3 bilhões em importações, aumentos de 18,1% e 7,9%, respectivamente, na comparação interanual."

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