Brasil

Paulista se mostra mais confiante hoje do que há um ano


Pesquisa ACSP/Ipsos constata que, em julho, o Índice de Confiança de São Paulo cresceu oito pontos ante o mesmo mês do ano passado


  Por Redação DC 03 de Agosto de 2018 às 10:45

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


O Índice de Confiança de São Paulo (IC-SP) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) registrou 69 pontos em julho, mesmo patamar do mês anterior. Na comparação com julho de 2017, porém, trata-se de um aumento de oito pontos.

“A confiança do consumidor do Estado de São Paulo teve melhora significativa na variação anual, fruto de juros menores e prazos mais longos. Já a estabilidade entre junho e julho é resultado das atuais incertezas, sejam elas de natureza econômica ? como dólar alto e desemprego elevado ? ou política, no que diz respeito às eleições”, diz Marcel Solimeo, economista da ACSP.

Para ele, a tendência é de que, conforme o processo eleitoral se defina, a confiança dos paulistas suba, mas lentamente, visto que o consumidor do estado é historicamente mais cauteloso do que o brasileiro em geral, pois acompanha mais o cenário político e econômico.

Em julho, o Índice Nacional de Confiança (INC), também da ACSP, foi de 77 pontos, ou seja, oito a mais do que o índice paulista. Na região Sudeste, o indicador ficou em 72 pontos ? também acima de SP.

A pesquisa abrange todo o território paulista e é realizada mensalmente pelo Instituto Ipsos a partir de entrevistas domiciliares, com margem de erro de três pontos.

O IC-SP deste mês foi feito entre 1º e 15 de julho. O índice varia entre zero e 200 pontos; o intervalo de zero a 100 é o campo do pessimismo e, de 100 a 200, o do otimismo.

Situação financeira

No componente do IC-SP de julho que avalia a situação financeira atual dos paulistas, 48% disseram que ela é ruim e 31% afirmaram que é boa.

Quando questionados sobre sua situação financeira futura, porém, 40% responderam que deverá melhorar nos próximos seis meses, contra 18% que creem numa piora.

Estes números são melhores do que a média nacional, de 36% e 26%, respectivamente, o que “pode indicar que o paulista é mais confiante nele mesmo, apesar das incertezas políticas e econômicas do País. O consumidor do Estado, talvez por ter um nível de escolaridade maior, acredita mais que conseguirá melhorar de vida”, comenta Solimeo.

Ao contrário do que acontece na avaliação da própria situação financeira, mais entrevistados creem que a economia da região vai piorar nos próximos seis meses do que os que acham que irá melhorar: 29% contra 20%.

 

 

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