Vendas do varejo sobem 1% em abril

Para Alencar Burti, presidente da ACSP, os números positivos mostram que a política econômica do governo está na direção certa

Estadão Conteúdo
13/Jun/2017
  • btn-whatsapp
Vendas do varejo sobem 1% em abril

As vendas do comércio varejista subiram 1,0% em abril ante março, na série com ajuste sazonal, informou nesta terça-feira (13/01), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Mesmo com a alta de 1% nas vendas em abril em relação a março, o nível de vendas do varejo está 9,9% abaixo do pico histórico, registrado em novembro de 2014.

O resultado veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que esperavam desde uma queda de 1,70% a alta de 1,30%, mas acima da mediana das projeções, que estava negativa de 0,65%.

Na comparação com abril de 2016, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram alta de 1,9% em abril de 2017. Nesse confronto, as projeções iam de uma retração de 3,00% a crescimento de 1,00%, com mediana negativa de 1,20%.

Foi a primeira alta nessa base de comparação após 24 meses seguidos de queda. As vendas do varejo restrito acumularam retração de 1,6% no ano e queda de 4,6% em 12 meses.

Quanto ao varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, as vendas subiram 1,5% em abril ante março, na série com ajuste sazonal.

O resultado veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que esperavam desde uma queda de 1,10% a alta de 1,80%, com mediana positiva de 0,10%.

Na comparação com março de 2016, sem ajuste, as vendas do varejo ampliado tiveram baixa de 0,4% em abril de 2017.

Nesse confronto, as projeções variavam de uma retração de 4,40% a avanço de 0,60%, com mediana negativa em 2,85%. As vendas do comércio varejista ampliado acumularam queda de 1,8% no ano e redução de 6,3% em 12 meses.

Para Alencar Burti, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), os números positivos mostram que a política econômica do governo está na direção certa, embora ainda haja muito espaço para recuperação (apesar da crise política). 

“A alta registrada em abril – na variação anual – surpreendeu. O desempenho melhor nos segmentos de supermercados, vestuário e itens pessoais sugere que a deflação dos alimentos, a elevação da massa salarial e os recursos do FGTS tiveram participações essenciais para o resultado”, diz Burti. 

Ele acrescenta que a mudança de estação também contribuiu para as vendas de roupas e calçados da moda Outono-Inverno. 
 
O presidente da ACSP lembra que, em 2017, a Páscoa foi celebrada em abril, ao passo que em 2016 foi em março, o que beneficiou o ramo de supermercados na pesquisa publicada nesta terça.

“Já os resultados negativos dos produtos de maior valor ? como veículos, móveis e construção ? se explicam pela maior dependência de crédito. Para isso se reverter, as taxas de juros precisam continuar a cair”, ressalta ele.

ATIVIDADES

O destaque foi o segmento de "hipermercados, supermercados, produtos alimentícios e fumo", com alta de 0,9% na passagem de março para abril.

A gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, Isabella Nunes, chamou atenção para o fato de a alta de 0,9% em abril ante março ter sido precedida de quedas em março e fevereiro, com um recuo acumulado de cerca de 6,0%.

O desempenho das vendas nos supermercado foi influenciado pela redução da inflação e teve "algum impacto" da liberação das contas inativas do FGTS, afirmou Isabella.

Também registraram altas as atividades Tecidos, vestuário e calçados (3,5%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (10,2%), que também registraram taxas positivas frente a março de 2017.

"Embora seja um resultado positivo, ele não está disseminado entre as atividades", disse Isabella.

No sentido oposto, as vendas do varejo de móveis e eletrodomésticos caíram 2,8% em abril ante março.

No varejo ampliado, que registrou alta de 1,5% em abril ante março, as vendas do varejo de veículos encolheram 0,3%, enquanto as vendas de material de construção caíram 1,9%. Segundo Isabella, esse desempenho também foi marcado pelo segmento de supermercados.

TRIMESTRE 

O índice de média móvel trimestral das vendas do comércio varejista restrito caiu 0,2% em abril.

No varejo ampliado, que inclui as atividades de veículos e material de construção, o índice de média móvel trimestral das vendas teve alta de 0,3% em abril.

REVISÃO

O IBGE revisou o resultado das vendas no varejo em março ante fevereiro, de um recuo de 1,9% para queda de 1,2%.

A taxa de fevereiro ante janeiro também foi revista, de queda de 1,6% para um recuo mais brando, de 0,4%. Já a taxa de janeiro ante dezembro de 2016 passou de uma alta de 6,0% para um avanço de 5,5%, enquanto a variação de dezembro de 2016 ante novembro daquele ano passou de queda de 1,7% para recuo de 1,9%.

No varejo ampliado, também houve revisão no resultado de março ante fevereiro, que saiu de queda de 2,0% para um recuo menor, de 0,8%. A taxa de fevereiro ante janeiro passou de uma alta de 0,6% para um avanço de 0,2%.

FOTO: Thinkstock

 

 

 

 

 

 

Indicadores Econômicos

Fator de Reajuste

ÍNDICE
Mai
Jun
Jul
IGP-M
1,1072
1,1070
1,1008
IGP-DI
1,1056
1,1112
1,0913
IPCA
1,1173
1,1189
1,1007
IPC-Fipe
1,1227
1,1169
1,1073

Indicadores de crédito Boa Vista

Índice
Abr
Mai
Jun
Demanda por crédito
-4,3%
-2,1%
-1,9%
Pedidos de falência
--
--
--
Movimento do comércio
1,1%
1,5%
-0,8%
Inadimplência do consumidor
5,0%
7,5%
-0,6%
Recuperação de crédito
1,8%
-5,6%
2,4%
mais índices

Vídeos

Tarcísio de Freitas participa de ciclo de debates promovido pela ACSP

Tarcísio de Freitas participa de ciclo de debates promovido pela ACSP

Felipe d’Avila, do Novo, foi sabatinado por empresários na ACSP

Márcio França fala em fim da ‘tiriricação’ da política

Colunistas