Tixa | Pegou fogo no trem do Tarcísio
A CPTM voltou a operar três linhas dos trens de São Paulo depois do caos na capital paulista. Haddad, que vai disputar o governo com Tarcísio, não perdeu tempo para criticar as privatizações

As privatizações do Tarcísio de Freitas, o homem que quer ser o Thor, entraram mais cedo do que se esperava na campanha. É um tal de explode gás na Sabesp (a empresa que fornece água) e de trem pegando fogo nas linhas privatizadas de São Paulo que o nosso governador está prestes a largar o martelo. A treta foi tão feia que o governador decidiu em tempo recorde intervir na operação dos trens de São Paulo pelos próximos 90 dias (vai arriscar assim a eleição?) Se segura, BRASEW, que hoje ainda tem a Michelle perdoando Flavitcho bem quando seu afilhado supremo André Mendonça manda investigar o Dark Horse.
A CPTM voltou a operar três linhas dos trens de São Paulo depois do caos na capital paulista que nitidamente foi um aviso para Tarcísio: a reeleição tá garantida, mas pode não ficar. Haddad, que entrou na corrida para cumprir tabela e dar palanque para Lula, não perdeu um segundo do tempo e já saiu dando entrevistas:
"Tarcísio foi ministro dos Transportes no governo Bolsonaro. Quando assumi o Ministério da Fazenda, eu e o ministro Renan Filho (também dos Transportes) tivemos de rever, com o acompanhamento do Tribunal de Contas da União, contratos assinados por ele que traziam prejuízo ao Tesouro Nacional. Em São Paulo, vou fazer a mesma coisa. Vou analisar o contrato da Sabesp, o do Centro Administrativo e os da CPTM, que vêm apresentando tantos problemas."
Esse é o Haddad querendo farmar aura em cima do Tarcísio. E o nosso Thor da B3 ficou preocupado mesmo. Pensa que a nova concessionária dos trens, que assumiu sozinha a operação há apenas 3 dias, já sofreu uma intervenção. Os noventa dias que a CPTM vai tocar a operação, não por acaso coincidem com o tempo das eleições.
Chega pra lá no Kassab
Parece que o Tarcísio não vai aparecer na convenção do PSD, partido do Kassab que vai lançar o Caiado para presidente. Kassab foi secretário de Tarcísio e o que Kassab lutou para que Tarcísio fosse candidato a presidente não está no gibi. Mas no fim nosso ex-mito parece que escolheu o filho mesmo. Daí agora Tarcísio segue não querendo se queimar com os bolsonaristas extremistas e espalhou pela imprensa que não deve ir na convenção porque ficou muito bravo com o Kassab que postou uma foto sua com Caiado. Ahã, claro, claro.
A corrida dos cavalos
Dia sim e o outro também, só dá Flavitcho no noticiário. Bem no dia que o supremo André Mendonça, que foi apadrinhado no cargo pela Michelle, autorizou a Polícia Federal a investigar tim-tim por tim-tim como foi essa história do dinheiro do Dark Horse, Flavitcho Bolsonaro resolveu pedir desculpas públicas para Michelle. Ahã. Faz as contas aí. Já tem umas três semanas que a Michelle fez aquele vídeo dizendo que Flavitcho a humilhou. Três semanas. Daí hoje ele pediu desculpas. Michelle prontamente respondeu "eu te perdoo". Como diria a canção do Chico, eu te perdoo por te trair.
Caso você esteja perdido, Dark Horse é o filme sobre a vida do nosso ex. Flavitcho foi pego nos áudios do zap do Vorcaro pedindo 134 milhões para fazer o filme. É dinheiro que daria para fazer um filme caro de Hollywood. E até agora ele não explicou como foi que esse dinheiro entrou no caixa de quem para pagar a obra. Aí a Polícia Federal vai investigar.
A nota fiscal
Flavitcho Bolsonaro não explicou até agora para onde foi o dinheiro do Vorcaro no Dark Horse, imagina se ele explicaria que serviço ele andou prestando para uma empresa de contabilidade ligada a uma consultoria empresarial com o sugestivo nome de Copenhagen que recebeu a maior bolada do Banco Master. Flavitcho só diz que eram serviços advocatícios, mas não deu detalhes de que serviço foi esse. Ele recebeu 500 mil reais da tal empresa de contabilidade. A nota foi emitida em abril do ano passado. Naquela época, o Master estava tentando fechar uma operação com o BRB, o banco de Brasília que depois se descobriu que comprou mais de 12 bilhões em créditos podres do Master.
Xiii
A esposa do Valdemar Costa Neto, o dono do PL, ligou para o marido para se queixar da Michelle. O telefonema foi ouvido pela reportagem do Globo. Dana Costa reclamava que a Michelle não queria dar aval para que uma vereadora de sei lá onde fosse candidata a deputada federal. Parece que ela disputaria votos com uma aliada de Michelle. Dana perguntou ao marido se "uma ordem da princesa derruba todo mundo". Eita nóis. O que Valdemar respondeu? Lógico, ela que tem voto.
Mais ou menos, né, Valdemar Voldemort? A Michelle queria uma determinada candidata ao Senado lá no Ceará e o arranjo acabou sendo outro (e por isso ela fez o videozinho que instalou ainda mais caos na campanha de Flavitcho). Just saying.
E o Lula segue com o Galego?
O governador da Bahia garantiu que Lula vai participar da convenção do PT que vai oficializar sua candidatura à reeleição e a de Jaques Wagner e Rui Costa ao Senado. Jaques, para quem não sabe, é também chamado de Galego e para quem é mais perdido ainda, é senador atualmente pelo PT e era líder do governo até ser alvo de uma operação da Polícia Federal que suspeita do envolvimento do Galego no caso Master. Essa semana, o Galego inclusive foi intimado a explicar sua ligação com o sócio do Daniel Vorcaro no Master. Mas se o Jerônimo disse que Lula vai comparecer, resta esperar. Na Bahia, a disputa vai se travar com ACM Neto, que é do União Brasil.
Trumpices
Donald J. Trump (J de João, eu juro) resolveu botar mais 12,5% de tarifa em produtos brasileiros e de outros 60 países alegando que falhamos em combater práticas de trabalho forçado. Ahã. Para alguns setores, isso vai se somar aos 25% que entraram em vigor na quarta-feira. Como o próprio governo já informou, essas tarifas atingem cerca de 18% dos produtos exportados para os Estados Unidos. Ou seja, quando a gente fala tarifaço parece que pega todo mundo, mas não pega todo mundo. Mas como diz o outro, o problema é que dentro dos 18% tem setores inteiros que são afetados. E tenham certeza que essa vai ser pauta de campanha também, BRASEW. O Flavitcho que lute.
**As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autor não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio
ARTE: Tixa

