Setor de cartões deve crescer 7,5% em 2017

Após ter alta estimada em dois dígitos, expectativa de crescimento recuou devido a economia não ter demonstrado recuperação esperada, de acordo com Abecs

Estadão Conteúdo
07/Jun/2017
  • btn-whatsapp
Setor de cartões deve crescer 7,5% em 2017

A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) chegou a cogitar elevar sua projeção de crescimento do setor de cartões para dois dígitos neste ano, mas preferiu manter a projeção de alta de 7,5%, de acordo com o presidente da entidade, Fernando Chacon. 

Pesou, sobretudo, segundo ele, o cenário econômico, que não apresentou o fôlego esperado.

"Ao longo do primeiro trimestre, a Abecs chegou a cogitar que o número de crescimento do setor pudesse chegar em dois dígitos este ano, mas, aparentemente, o fôlego da economia não está como imaginávamos”, afirma Chacon durante o CIAB, congresso de tecnologia bancária, promovido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

“Não foi a crise política. Não teve uma bala de prata que desestruturou, mas o cenário. A confiança deu um passo para trás."

No primeiro trimestre, o mercado de cartões registrou crescimento de 5,9% ante um ano, totalizando R$ 285 bilhões. 

Ao todo, o número de transações com cartões chegou a 3,1 bilhões nos três primeiros meses deste ano, crescimento de 7% ante igual intervalo de 2016. Com isso, a representatividade dos cartões no consumo das famílias brasileiras chegou a 28,2%.

O presidente da Abecs avaliou que o desempenho do setor no primeiro trimestre até superou a expectativa da entidade, ainda que tenha crescido abaixo da projeção anual, mas que o mesmo cenário não se materializou no segundo trimestre. 

"Divulgamos projeção de expansão de 5,5% a 7,5% de crescimento para este ano, mas, na curva, o primeiro trimestre sinalizou que conseguiríamos crescer 7,5% neste ano", disse Chacon.

Do volume total movimentado pelos cartões de janeiro a março, conforme dados da Abecs, R$ 112 bilhões corresponderam à modalidade de débito, com alta de 7,6% e R$ 173 bilhões de crédito, com aumento de 4,8%, na mesma base de comparação. 

"Poucos negócios têm desempenho tão robusto diante do cenário que estamos vivendo", afirmou Marcos Magalhães, diretor executivo de cartões, veículos e financeiras do Itaú Unibanco.

Diante do contexto atual, porém, conforme o diretor executivo do Bradesco, Rômulo de Mello Dias, é impossível os empresários e os consumidores não serem impactados. 

O país, segundo ele, vinha sendo colocado nos trilhos, fazendo seu dever de casa do lado fiscal, mas precisa que as reformas sejam aprovadas. 

"A (reforma) trabalhista passou ontem (terça-feira), vamos ver a da Previdência”, disse o executivo. “Neste cenário, é natural empresários e consumidores se retraírem."

Sobre 2018, Chacon, da Abecs e também presidente da Rede (ex-Redecard), disse que é "quase impossível" definir um cenário para o ano que vem enquanto não se materializa um ambiente mais estável neste ano. 

O presidente da Visa, Fernando Teles, ponderou que, apesar da falta de clareza, a perspectiva é muito boa e que há possibilidade de crescimento a despeito do desempenho da economia.

IMAGEM: Thinkstock

 

 

Indicadores Econômicos

Fator de Reajuste

ÍNDICE
Mai
Jun
Jul
IGP-M
1,1072
1,1070
1,1008
IGP-DI
1,1056
1,1112
1,0913
IPCA
1,1173
1,1189
--
IPC-Fipe
1,1227
1,1169
1,1073

Indicadores de crédito Boa Vista

Índice
Abr
Mai
Jun
Demanda por crédito
-4,3%
-2,1%
-1,9%
Pedidos de falência
--
--
--
Movimento do comércio
1,1%
1,5%
-0,8%
Inadimplência do consumidor
5,0%
7,5%
-0,6%
Recuperação de crédito
1,8%
-5,6%
2,4%
mais índices

Vídeos

Tarcísio de Freitas participa de ciclo de debates promovido pela ACSP

Tarcísio de Freitas participa de ciclo de debates promovido pela ACSP

Felipe d’Avila, do Novo, foi sabatinado por empresários na ACSP

Márcio França fala em fim da ‘tiriricação’ da política

Colunistas