Senado aprova projeto que limita alíquota de ICMS sobre combustível

O teto de 17% para o imposto também é previsto para ser aplicado sobre energia, transporte público e telecomunicações

Redação DC
14/Jun/2022
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*com informações da Agência Senado

O Plenário do Senado aprovou o projeto que fixa teto de 17% para a alíquota do ICMS de combustíveis, energia elétrica e serviços de telecomunicações e de transporte público (PLP 18/2022). Como foi alterado, o texto precisa voltar para a Câmara.

A proposta prevê uma compensação aos estados com o abatimento de dívidas com a União, quando a perda de arrecadação passar de 5%. Os governos não endividados terão prioridade para fazer empréstimos com o aval da União, e podem ter recursos adicionais em 2023.

Como o projeto considera que combustíveis — assim como energia, transportes coletivos, gás natural e comunicações — são bens essenciais e indispensáveis, os governos não poderão cobrar ICMS acima do teto se o PLP virar lei.

O governo argumenta que a mudança vai diminuir os preços dos combustíveis para o consumidor final e ajudará no controle da inflação, ajudando a economia como um todo. Já os críticos do PLP afirmam que não haverá redução significativa de preços nas bombas, mas áreas como saúde e educação podem ser afetadas.

LEIA MAIS: Tributaristas consideram que teto de ICMS terá efeito limitado

Os governadores têm demonstrado resistência à proposta, visto que o ICMS é a principal fonte de arrecadação dos estados.

O texto aprovado também reduz a zero as alíquotas de Cide-Combustíveis e PIS/Cofins incidentes sobre a gasolina até 31 de dezembro de 2022. Atualmente, tais tributos federais já estão zerados para diesel e gás de cozinha. O relator Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) optou também por derrubar a zero a PIS/Cofins incidente sobre álcool hidratado e sobre álcool anidro adicionado à gasolina.

 

IMAGEM: Luís Cleber/DC

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