Robôs estão em alta, mas poucos investidores sabem lidar com eles

Mais da metade dos investidores brasileiros pretende aplicar via robôs nos próximos cinco anos. No entanto, só 23% estão bem familiarizados com o conceito

Estadão Conteúdo
19/Nov/2018
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Os robôs de investimento têm ganhado espaço nos últimos tempos - mas, embora despertem interesse, pouca gente entende como eles funcionam. Segundo pesquisa da gestora Legg Mason, mais da metade (52%) dos investidores brasileiros pretende aplicar via robôs nos próximos cinco anos. No entanto, só 23% estão bem familiarizados com o conceito - e um terço não faz ideia de como operam os robôs.

Criados por fintechs, os robôs de investimento são plataformas que montam, de forma automatizada, portfólios com produtos de renda fixa e variável de acordo com o perfil do investidor - a custos, em geral, bem mais baixos que as taxas cobradas do aplicador de pequeno porte.

No levantamento da Legg Mason, realizado em 17 países, o interesse dos brasileiros em delegar carteiras a algoritmos ficou bem acima da média global, de 37%. A gestora ouviu mil investidores brasileiros comprometidos a investir ao menos R$ 50 mil nos próximos 12 meses.

"O robô ainda não é uma coisa tão difundida nem aqui e nem no resto do mundo", diz Roberto Teperman, diretor de vendas da Legg Mason. "O brasileiro gosta de aderir à tecnologia, mas é um processo."

Ele também observa que esse tipo de investimento tem como alvo, em geral, investidores de menor porte.

Para Luciano Tavares fundador da plataforma Magnetis, além do fator novidade, o desconhecimento ainda está muito atrelado à falta de informação financeira. "Não à toa que a principal modalidade de investimento é a poupança, e o Tesouro Direto, apesar do crescimento, ainda é pouco conhecido."

Ele pontua também que os algoritmos não "trabalham sozinhos". "Há uma equipe por trás, para ajudar e tirar dúvidas."

Já o Warren quer se desvincular da imagem de robô e ser visto como uma "corretora 100% focada no cliente", diz o sócio-fundador Tito Gusmão.

Para estreitar o "elo humano", a empresa vai, nos próximos dias, permitir que planejadores financeiros se conectem à plataforma.

Mas, diferentemente de agentes autônomos, que recebem comissões sobre os produtos vendidos, será cobrada uma taxa fixa sobre o patrimônio do aplicador, para não haver conflito de interesses.

Também nessa onda, a Monetus lançou há três meses uma assessoria financeira, que custa de R$ 1 mil a R$ 4 mil por ano.

"Qualquer cliente pode tirar dúvidas e ser atendido gratuitamente", diz o sócio Daniel Calonge. "Mas, quem quiser um planejamento completo pode aderir a esse serviço." 

IMAGEM: Thinkstock

 

 

 

 

 

 

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