Ranking global de competitividade revela atraso significativo do Brasil

O Brasil passou a ocupar a 59ª colocação entre 63 países pesquisados pelo IMD, após cair duas posições

Michel Abdo Alaby
14/Jul/2022
Consultor de Comércio Exterior da Associação Comercial de São Paulo
  • btn-whatsapp

O Brasil recuou duas posições no ranking global de competitividade, conforme estudo elaborado pelo International Institute for Management Development (IMD) da Suíça, e voltou a ocupar a 59a posição entre 63 países pesquisados, mesmo patamar de 2019. O estudo foi elaborado em parceria com a Fundação Dom Cabral.

O Brasil somente ultrapassou a África do Sul, Mongólia, Argentina e Venezuela e foi ultrapassado pela Malásia, Peru e Botssuana.

A elaboração do ranking leva em conta cerca de 340 variáveis de desempenho econômico, infraestrutura, eficiência do governo e das empresas. A queda do Brasil deveu-se aos problemas de infraestrutura, deficiência da mão de obra qualificada e insegurança jurídica.

O ponto mais crítico da competitividade brasileira é a qualificação da mão de obra. O problema está ligado à baixa qualificação da educação, quesito no qual o Brasil permanece em último lugar no ranking do IMD.

Conforme já afirmado anteriormente em nossos textos, a insegurança jurídica desestimula investimentos, principalmente os de estrangeiros. Houve avanços na redução da burocracia e na digitalização de documentos e certidões legais. Por outro lado, há intervenções e alteração de regras legais e tributárias.

O relatório do IMD ressalta a piora na infraestrutura básica do país. Houve demora para pôr em marcha os projetos de privatização, além disso, reduziram os recursos públicos na infraestrutura.

Segundo estudo elaborado pela consultoria Inter B, o país investe menos da metade dos 3,6% do Produto Interno Bruto (PIB) necessários para manter o estoque existente.

Em 2021, o governo brasileiro investiu somente 0,59% do PIB, enquanto que o setor privado investiu 1,14%. No ano de 2022, o setor privado deve manter o ritmo dos investimentos, enquanto o setor público deve investir 0,57% do PIB.

Acreditamos que o setor produtivo nacional se espelhe na agricultura e na pecuária para melhorar nossa competitividade global.

 

IMAGEM: Thinkstock

Store in Store

Carga Pesada

Vídeos

129 anos da ACSP - mensagem do presidente Roberto Ordine

129 anos da ACSP - mensagem do presidente Roberto Ordine

Novos tempos, velhas crises

Confira como foi o 4° Liberdade para Empreender

Colunistas