Posição Facesp-ACSP/Rebaixamento. E agora?

O setor privado não pode arcar com novos aumentos tributários. O governo precisa fazer a parte dele no ajuste, conforme prometido; precisa cortar e postergar gastos para obter superávit

Roberto Mateus Ordine
10/Set/2015
Advogado e presidente da ACSP
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Não faltaram avisos, das agências de risco e do mercado, de que haveria esse rebaixamento.

Agora, resta ao governo brasileiro cortar gastos, se conscientizar de que parte do esforço precisa vir dele próprio, e rapidamente, antes que as outras agências também rebaixem o Brasil, o que geraria disparada do dólar e levaria a inflação aos dois dígitos – e isso justamente agora, que a inflação começa a se estabilizar.   

Está esgotada a solução de aumento de impostos, inclusive porque o governo já fez reonerações, tirou desoneração da folha de salários, aumentou o IOF e o IPI.

O setor privado não pode arcar com novos aumentos tributários sob pena de agravar mais a recessão e o desemprego. O governo precisa fazer a parte dele no ajuste, conforme prometido; precisa cortar e postergar gastos para obter superávit.

Rejeitamos qualquer proposta de aumento porque isso já foi feito. 

É importante ressaltar que o setor privado não quer ´tirar o corpo fora´: ele já deu sua contribuição. Se o governo fizer corte de gastos, o mercado vai se acalmar.

E não basta anunciar: é preciso fazer já. Se o governo continuar falando em “próximas semanas”, o mercado não vai se acalmar. É preciso adotar uma ação prática agora, uma reformulação imediata do orçamento, com controle dos gastos.

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