O terceiro turno

Antes mesmo de eventual derrota no 2o turno, o PT iniciou o 3o, na sua melhor tradição de desserviço ao Brasil

Sérgio Paulo Muniz Costa
23/Out/2018
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O terceiro turno

Nunca foi tão difícil para o Brasil corrigir um erro como está sendo agora para afastar o PT do poder.

Desde a abdicação de D. Pedro I, passando pela República e suas sucessivas crises, o estabelecimento da nova ordem institucional se deu em tempo relativamente curto, sem grandes dificuldades e contando, muitas vezes, com o concurso de membros da situação política anterior.

A Regência colocou a classe política brasileira no centro das decisões nacionais; em 1889 foi reconhecido o papel das partes, as províncias, no todo do Brasil; a revolução de 1930 acabou com a farsa do voto a bico de pena; a ditadura de Getúlio foi encerrada em 1946; como foi a anarquia sindical e militar pelo movimento de 1964, concedendo uma chance de desenvolvimento ao País; até chegarmos à normalização da democracia em 1985.

Assim, a despeito da incapacidade da elite brasileira em constituir e fazer funcionar as instituições políticas, consolidando-as, o País, ao longo de sua História, soube ao menos reconhecer os erros e os excessos de determinadas situações e mudar de rumo.

O impedimento de Dilma, o resultado das eleições de 2016 e a condenação de inúmeros líderes petistas pelo maior escândalo de corrupção da História deveriam ter sido suficientes para afastar definitivamente o PT do poder.

Mas isso não aconteceu de todo: Lula está preso, porém o PT ainda é parte do poder.

Como resta evidente da campanha de desinformação, desinstitucionalização e desmoralização que o seu aparato foi capaz  de desencadear nos últimos dias.

Campanha desavergonhada na parcialidade da grande imprensa em favor de um candidato marxista; constrangedora na indignação seletiva do STF em relação a pronunciamentos depreciativos que o atingem por sua própria culpa; impatriótica na capacidade da diplomacia companheira em caluniar o País no exterior; e vergonhosa na solidariedade de intelectuais e artistas a soldo de um projeto totalitário que o seu conhecimento, sensibilidade e ética deveriam repudiar.

Essa torrente de mentiras, distorções e intimidações dificilmente mudará o cenário eleitoral no qual se prevê a vitória do candidato liberal no próximo domingo, dia 28. Seu objetivo é outro.

Antes mesmo de eventual derrota no 2o turno, o PT iniciou o 3o, na sua melhor tradição de desserviço ao Brasil. Nada de novo na trajetória dessa aberração que deveria estar banida da vida política nacional.

A extensão do aparelhamento e da infiltração ideológica na vida institucional e social do País vai alimentar esse 3o turno, que também deverá ser vencido pelos defensores da liberdade segundo as normas democráticas do Estado de Direito que vige e continuará a vigorar no Brasil.

Vamos a ele então, mas respeitando, antes de tudo, a lei,  a verdade, a moral e o interesse do País.

Para começar, transfiram Lula para uma penitenciária, pondo fim ao deboche  de uma gangue política funcionar a partir da cadeia.

Prendam José Dirceu, o condenado em 2a instância posto em liberdade pelo mais esdrúxulo dos votos para fazer campanha e subversão da ordem institucional Brasil afora.  

Apurem a tentativa de assassinato de Jair Bolsonaro por um militante de esquerda defendido por advogados de algibeira, pondo fim à insegurança gerada por um crime político não esclarecido.

Revelem-se, oficialmente, os montantes de dinheiro público transferido para órgãos da grande imprensa que há muito deixou de ser livre e independente.

E se destituam os embaixadores brasileiros entronizados em alguns dos mais mais importantes postos diplomáticos no mundo para desmoralizar a democracia a que deviam servir.

Aí sim, poderemos ter um debate político em que realmente se delibere o interesse do Brasil.  

Um 3o turno mais equilibrado, mais democrático e mais transparente do que os que o antecederam.

FOTO: José Cruz/Agência Brasil

**As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio

 

 

 

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