'O patinete atingiu um nervo na maioria das cidades'

Para o consultor Timothy Papandreou, que participou do projeto do carro autônomo do Google, os governos devem aplicar suas metas de eficiência em todos os modais

Estadão Conteúdo
30/Mai/2019
  • btn-whatsapp
'O patinete atingiu um nervo na maioria das cidades'

Para o consultor Timothy Papandreou, que participou do projeto do carro autônomo do Google e atuou por cerca de 15 anos em agências governamentais de transporte em Los Angeles e São Francisco, nos Estados Unidos, os governos precisam começar um diálogo de colaboração com empresas de mobilidade e devem aplicar suas metas de eficiência em todos os modais, não apenas nos novos. Papandreou será um dos principais palestrantes do Summit Mobilidade Urbana 2019, evento que ocorre nesta quinta-feira (30/05), em São Paulo.

Como diretor de inovação da agência de transportes de San Francisco, um de seus objetivos era melhorar a experiência dos usuários. O que foi feito de fato? 

Perguntamos a usuários como era a rotina diária e como poderíamos melhorá-la no curto prazo. Destacamos medidas rápidas e baratas, e que poderiam surtir grandes efeitos: faixas de pedestres mais seguras, mais ciclovias e gestão de estacionamentos. Testamos como acelerar o transporte público, desde faixas de ônibus exclusivas a pagamento via celular. Exploramos compartilhamento de carros, bicicletas e patinetes. Queríamos melhorias visíveis em semanas e meses.

LEIA MAIS: Patinete pode ser o novo Uber da mobilidade?


Quando se trata de veículos autônomos, os individuais devem ser adotados antes ou depois do transporte de massa? 

A primeira geração será particular, porque é mais gerenciável em termos de tecnologia e segurança. Mas já temos ônibus de baixa velocidade em serviços piloto. São menores e atuam como transporte público.

As cidades gastaram muito tempo e dinheiro construindo ruas para carros, enquanto temos calçadas estreitas e ciclovias ruins Como redesenhar esses espaços? 

A maioria das viagens é curta e poderia ser feita com equipamento de micromobilidade. Agora, se os ciclistas não se sentirem seguros, especialmente à noite, não vão andar. É uma questão de equidade de gênero.

São Paulo tornou obrigatória a utilização de capacetes por usuários de patinetes elétricos, entre outras medidas e sanções. Especialistas argumentam que, na economia compartilhada, muita regulamentação pode matar a inovação. Você concorda? 

Não posso falar sobre São Paulo, mas digo que as cidades precisam ter cuidado para garantir que estão tratando todo o sistema de transporte de maneira justa, sem escolher vencedores e perdedores. Muita regulamentação pode matar novas e promissoras maneiras de se locomover. 

Essa polêmica é representativa do momento de outras cidades? 

Há muita reação acontecendo a partir deste pequeno dispositivo elétrico. O patinete atingiu um nervo na maioria das cidades ao forçar a conversa sobre como nos tornamos tão insensíveis para deixar as pessoas escolherem andar, pedalar ou usar o transporte público. Agora é hora de parar de reagir e apontar o dedo para as novas empresas de mobilidade e começar um diálogo de colaboração. As cidades precisam aplicar suas metas em todos os modais, não apenas nos novos.

 

FOTO: YouTube/Reprodução 

 

 

 

 

 

 

Indicadores de Crédito da Boa Vista

Índice
Mar
Abr
Mai
Demanda por crédito
0,6%
-4,3%
--
Pedidos de falência
--
--
--
Movimento do comércio
-1%
1,1%
--
Inadimplência do consumidor
5,1%
5,0%
7,5%
Recuperação de crédito
6,4%
1,8%
-5,6%
mais índices

Indicadores Econômicos

Fator de Reajuste

ÍNDICE
Mar
Abr
Mai
IGP-M
1,1477
1,1466
1,1072
IGP-DI
1,1557
1,1353
1,1056
IPCA
1,1130
1,1213
1,1173
IPC-Fipe
1,1096
1,1226
1,1227

Vídeos

O advogado Igor Nascimento Souza fala sobre o Fiagro

O advogado Igor Nascimento Souza fala sobre o Fiagro

2º Encontro "Liberdade para Empreender”

SOS Empreendedores - Crédito e negociação de dívidas

Colunistas