Maiores varejistas brasileiros ultrapassam R$ 1 trilhão em faturamento

Com o Carrefour no topo, edição 2023 do ranking “300 Maiores Empresas do Varejo Brasileiro”, da SBVC, mostra que grandes e médias empresas do setor cresceram 20% no ano passado

Redação DC
17/Ago/2023
  • btn-whatsapp
Maiores varejistas brasileiros ultrapassam R$ 1 trilhão em faturamento

Na recuperação pós-pandemia, as principais empresas do varejo brasileiro aceleraram sua digitalização, ganharam agilidade e flexibilidade e se tornaram ainda mais resilientes.

A edição 2023 do ranking “300 Maiores Empresas do Varejo Brasileiro”, desenvolvido pela SBVC (Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo) revela que, em 2022, a pandemia não impediu a expansão das maiores varejistas do país. O crescimento nominal dessas empresas foi de 20%, acima da expansão de 14% registrada pelo setor, segundo o IBGE.

Resultado de um profundo trabalho de pesquisa, coleta de dados e análise realizado pela SBVC com apoio técnico da BTR-Educação e Consultoria, Varese Retail, Centro de Estudos e Pesquisas do Varejo (CEPEV–USP) e Käfer Content Studio, a nova edição do Ranking mostra que essas varejistas aprofundaram as transformações iniciadas na pandemia e souberam se reinventar.

“Movimentos que havíamos identificado anteriormente, como a consolidação dos marketplaces, a digitalização do comportamento dos consumidores e o reforço à governança, se solidificaram e passaram a dominar a estratégia dos negócios”, diz Eduardo Terra, presidente da SBVC.

A edição 2023 do Ranking mostra também que as 300 maiores empresas do varejo brasileiro tiveram no ano passado um faturamento bruto de R$ 1,046 trilhão, crescimento de R$ 153,6 bilhões sobre o ano anterior. Em 2022, as 300 maiores haviam aumentado seu faturamento em quase R$ 100 bilhões sobre 2021, o que mostra uma aceleração do grande varejo.

O Carrefour lidera a lista, com um faturamento bruto de R$ 108 bilhões – e é a primeira empresa do varejo brasileiro na história a ultrapassar a marca dos R$ 100 bilhões em vendas anuais. As 5 maiores empresas do Ranking (Carrefour, Assaí, Magazine Luiza, Via e Americanas) somaram um faturamento de R$ 285,9 bilhões, ou 27,33% do faturamento das 300 maiores, e 10,95% do faturamento total do Varejo Ampliado brasileiro.

“O varejo acelerou sua expansão, combinando aquisições e abertura orgânica de lojas. Os dados do Ranking 300 Maiores Empresas do Varejo Brasileiro reafirmam a força das grandes empresas de varejo do País e sua capacidade de enfrentar cenários complexos e desafiadores”, afirma Alberto Serrentino, fundador da Varese Retail e vice-presidente da SBVC.

Outro aspecto importante levantado por esta edição é a aceleração da digitalização do varejo. Na base de empresas deste Ranking, 74% vendem on-line - índice que sobe para 91% nas empresas de segmentos não-alimentares. "A diversificação de canais e modalidades de venda também foi consolidada, com 85 das 300 empresas realizando vendas por WhatsApp e 27 operando marketplaces proprietários”, destaca. 

 

Esta edição do Ranking ampliou as análises sobre diversidade e inclusão – um tema cada vez mais importante na estratégia de negócios. Além de analisar a presença feminina no corpo das empresas, nas posições de liderança e no Conselho de Administração, esta edição também avalia a presença de pretos e pardos.

E os dados são positivos. Apesar de amostras limitadas (71 empresas forneceram dados sobre participação de mulheres e 55 sobre pretos e pardos), as empresas de varejo apresentam bons índices de diversidade. A participação feminina representa 56% dos colaboradores e, no caso de pretos e pardos, 54%, para as empresas que reportaram os números.

O desafio é conseguir levar a diversidade para níveis de liderança: 84% das empresas possuem mais de 30% de cargos de liderança ocupados por mulheres, mas apenas 44% possuem mais de 50%. Para membros do Conselho, 23% das empresas possuem mais de 30% das posições ocupadas por mulheres e 6% têm mais de 50%.

No caso de pretos e pardos a distância é maior: 51% das empresas têm mais de 30% dos cargos de liderança ocupados por pretos e pardos – e 24% têm mais de 50%.

“Em um período em que debates e ações práticas sobre diversidade, equidade e inclusão (DE&I) se tornam mais fortes e decisivas no comportamento dos consumidores, trazemos nossa contribuição para mostrar quem, de fato, tem feito acontecer no mercado nacional”, afirma Eduardo Terra.

PRINCIPAIS DESTAQUES DO RANKING 2023

· As 300 maiores empresas faturaram R$ 1,046 tri em 2021. Considerando as 207 empresas que divulgaram faturamento brutos em 2021 e 2022, o crescimento anual foi de 20%.

· O Carrefour é a maior empresa de varejo do País, com um faturamento de R$ 108 bilhões.

· As cinco maiores empresas de varejo responderam por 27,33% do faturamento total das empresas listadas no Ranking, somando R$ 285,9 bilhões.

· As dez maiores empresas de varejo responderam por 38,25% do faturamento total das empresas listadas no Ranking, somando R$ 400 bilhões.

· A digitalização do varejo continua acelerada. O número de empresas com e-commerce em operação subiu de 162 para 222 nos últimos três anos.

· O setor com maior número de empresas no ranking é o de supermercados, com 152 representantes, dos quais quatro estão no top 10 do varejo.

· O setor de Moda, Calçados e Artigos Esportivos, com 38 empresas, é o segundo com maior presença no ranking.

· O Grupo Boticário é a empresa com mais lojas no Brasil, com 3.828 pontos de venda. Entre as maiores em número de lojas, a tônica é a forte presença do sistema de franquias como modelo de expansão.

· Das 300 varejistas listadas, 42 são de capital aberto, três a mais que na edição anterior do Ranking. Embora sejam apenas 14% das empresas, elas respondem por 47,8% do faturamento total das 300 maiores empresas. O setor de Moda, Calçados e Artigos Esportivos é o que tem mais empresas de capital aberto (13 empresas).

 

IMAGEM: Carrefour/divulgação  

Store in Store

Carga Pesada

Vídeos

129 anos da ACSP - mensagem do presidente Roberto Ordine

129 anos da ACSP - mensagem do presidente Roberto Ordine

Novos tempos, velhas crises

Confira como foi o 4° Liberdade para Empreender

Colunistas