Investidor por trás de Softbank e Shein cria fundo de US$ 500 mi

A proposta é investir em empresas da América Latina, sendo que entre 70% a 80% do recurso deve ser direcionado ao Brasil

Estadão Conteúdo
19/Jun/2023
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O investidor Marcelo Claure - o nome por trás da vinda da rede chinesa de moda Shein para a América Latina e que também trouxe o grupo japonês Softbank para a região - criou um fundo que deve chegar a US$ 500 milhões para investir em empresas. Desse total, US$ 440 milhões já estão assegurados, com recursos dele e de outros investidores, incluindo o Mubadala (fundo soberano de Abu Dhabi).

O foco será 100% na América Latina. Não há um volume específico destinado para cada país da região, vai depender das oportunidades em cada um, mas Claure disse que o Brasil sempre acaba ficando com algo como 70% a 80% dos recursos de fundos para a América Latina. No Softbank, ficou com uma fatia de 65% a 70%.

"Pelo tamanho do mercado e pela quantidade de empreendedores que tem no Brasil, sempre acaba sendo o mercado mais importante. É um país muito digital", disse Claure, citando que os brasileiros sempre são ávidos por adotar novas tecnologias.

Ele cita o exemplo de outras empresas como Uber e Netflix e agora, com sua experiência na Shein, ressalta que é visível o rápido interesse dos brasileiros por tecnologia.

O fundo faz parte da Bicycle Capital, a nova gestora que aposta em empresas com potencial de crescimento ("growth equity"), que tem no comando Claure e o investidor Shu Nyatta, este também ex-Softbank.

Segundo Claure, com o aporte inicial de US$ 500 milhões o fundo é o maior do gênero desde a correção do mercado em 2022 - que azedou a vida das empresas de tecnologia e afastou investidores.

Em janeiro deste ano, Claure investiu US$ 100 milhões na Shein, onde é o presidente do conselho na América Latina. É também ex-CEO do Softbank, onde lançou os dois fundos para América Latina. Ele deixou o grupo japonês no ano passado, alegando insatisfação com sua remuneração.

BTG

O fundo também será distribuído a investidores no Brasil por meio da plataforma de produtos de investimento do BTG Pactual.

Claure contou que este tipo de carteira normalmente é acessível somente a grandes investidores, em sua maior parte institucionais, com altos valores, mas resolveu abrir sua nova empreitada para o varejo. Os valores mínimos e condições de investimento vão ser definidos pelo banco brasileiro.

 

IMAGEM: Freepik

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