Impacto do coronavírus já é sentido por um terço das empresas

Sondagem realizada pela FGV entre os dias 1 e 25 de março mostra que a indústria foi a mais afetada (43%), seguida pelo comércio (35%, acima) e pelos serviços (30,2%)

Estadão Conteúdo
01/Abr/2020
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Mais de 30% das empresas de todos os setores já sentiram os impactos da pandemia de coronavírus sobre seus negócios em março, de acordo com levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV). A instituição incluiu nas suas sondagens do mês tópicos especiais para pesquisar os efeitos da crise sobre empresas e consumidores.

Em março, a indústria foi o setor mais afetado, com 43% das empresas reportando impactos do coronavírus sobre seus negócios. Em seguida, vêm comércio (35%) e serviços (30,2%). Em todos os setores, a expectativa é de aumento dos efeitos negativos nos próximos meses: 68,5% da indústria, 59,1% do comércio e 49,7% dos serviços.

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"Neste último caso dos serviços, é possível que as empresas não percebessem, no início do período, como a política de isolamento afetaria seus negócios", escrevem os pesquisadores do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da FGV, Rodolpho Guedon Tobler e Viviane Seda Bittencourt, que assinam o estudo.

Eles lembram que a coleta foi realizada entre os dias 1º e 25 de março - e que as medidas restritivas no País começaram apenas no dia 15. Na indústria, os impactos ficaram concentrados nos segmentos de Petróleo e biocombustíveis (88,3%) e Química (61,4%), que citaram risco de redução da demanda externa e de falta de fornecimento de insumos importados.

Com relação aos impactos nos meses seguintes, 15 dos 19 segmentos pesquisados pela FGV tiveram porcentuais acima de 50% das empresas projetando efeitos negativos, com destaque para máquinas e materiais elétricos (91,5%), petróleo e biocombustíveis (90,5%), limpeza e perfumaria (90,2%) e informática e eletrônicos (89,4%).

No comércio, a maior parte dos impactos atingiu revendedores de bens duráveis e semiduráveis em março. Os setores mais afetados foram veículos, motos e peças (46,4%), material para construção (39,9%) e tecidos, calçados e vestuário (37,2%), e apenas 18,8% dos hiper e supermercados reportaram problemas no mês.

Com relação aos próximos meses, os setores que esperam piores efeitos são vestuário e calçados (74,7%), veículos automotores (71,6%) e móveis e eletrodomésticos (71,5%). No setor de serviços, o maior impacto em março foi sentido nos serviços de informação e comunicação (35,9%), seguidos pelos serviços prestados às famílias (35,2%) e pelos transportes e serviços auxiliares a transportes e correios (34,0%). Para os próximos meses, os transportes têm a maior expectativa de efeitos negativos (62,9%), seguidos pelos serviços às famílias (54,5%).

 

 

 

 

 

 

 

Indicadores Econômicos

Fator de Reajuste

ÍNDICE
Mai
Jun
Jul
IGP-M
1,1072
1,1070
1,1008
IGP-DI
1,1056
1,1112
1,0913
IPCA
1,1173
1,1189
1,1007
IPC-Fipe
1,1227
1,1169
1,1073

Indicadores de crédito Boa Vista

Índice
Abr
Mai
Jun
Demanda por crédito
-4,3%
-2,1%
-1,9%
Pedidos de falência
--
--
--
Movimento do comércio
1,1%
1,5%
-0,8%
Inadimplência do consumidor
5,0%
7,5%
-0,6%
Recuperação de crédito
1,8%
-5,6%
2,4%
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