Governo vai desbloquear R$ 5,7 bi no Orçamento com projeção de gasto menor com previdência

De acordo com as novas projeções do Executivo, os gastos com previdência devem recuar R$ 2,7 bilhões

Folhapress
24/Jul/2026
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Governo vai desbloquear R$ 5,7 bi no Orçamento com projeção de gasto menor com previdência

A equipe econômica do governo federal anunciou nesta sexta-feira, 24/07, um desbloqueio de R$ 5,7 bilhões nas despesas, devido a uma revisão para baixo na expectativa de gastos com a previdência social e com o BPC (Benefício de Prestação Continuada), o que deu alívio à execução do orçamento este ano.

De acordo com as novas projeções do Executivo, os gastos com previdência devem recuar R$ 2,7 bilhões, enquanto o BPC deve cair R$ 3,7 bilhões até o fim do ano.

No total, as despesas obrigatórias do governo federal devem recuar R$ 2,9 bilhões, conforme a nova projeção. Nesse caso, o governo é obrigado a executar esses gastos. Já as despesas discricionárias, que podem sofrer cortes, devem subir R$ 6,8 bilhões até o fim do ano, segundo a equipe econômica.

A meta fiscal para 2026 prevê superávit de R$ 34,3 bilhões, mas a margem de tolerância permite um resultado zero, devido às regras do novo arcabouço fiscal, que permite uma variação negativa de até 0,25% do PIB (Produto Interno Bruto).

Em maio, no último relatório bimestral, o congelamento total de recursos havia chegado a R$ 23,7 bilhões, o equivalente a 9,7% do montante de despesas não obrigatórias (R$ 243,2 bilhões), que incluem ações de custeio (como pagamento de contratos de manutenção) e investimentos (obras públicas), incluindo emendas parlamentares.

Na ocasião, o bloqueio foi efetivado para abrir espaço para a redução da fila do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Mesmo com a expectativa de alta de R$ 4,4 bilhões na previsão de receitas líquidas, puxadas pela alta do petróleo, o congelamento foi necessário.

Ao final de maio, o congelamento de recursos atingiu R$ 4,6 bilhões em emendas parlamentares. Outros R$ 17,5 bilhões foram congelados em órgãos do Poder Executivo.

Somente na próxima semana o governo divulgará quais áreas terão recursos desbloqueados.

Do lado da arrecadação federal, o Executivo estima arrecadar R$ 27,8 bilhões a mais em relação ao segundo bimestre deste ano. Segundo as projeções da Receita Federal, essa alta ocorrerá com uma maior arrecadação com imposto de renda.

A equipe econômica continua trabalhando com a estratégia do "faseamento", além do bloqueio de recursos. Com o mecanismo, há a liberação aos poucos dos limites para órgãos e ministérios gastarem suas verbas. Assim, a prática garante um colchão orçamentário caso precise ampliar o congelamento de verbas até o final do ano.

 

IMAGEM: Paulo Pampolin/DC

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