Governo espera alta de 5,30% para o PIB de 2021

O resultado positivo do primeiro trimestre fez o Ministério da Economia revisar a projeção anterior, que era de alta de 3,50%

Estadão Conteúdo
14/Jul/2021
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Governo espera alta de 5,30% para o PIB de 2021

O Ministério da Economia revisou sua projeção para a recuperação da economia em 2021, e espera agora uma alta de 5,30% no Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. A previsão consta da grade de parâmetros da Secretaria de Política Econômica (SPE) divulgada nesta quarta-feira, 14/07.

No último Boletim Macrofiscal, de março, o crescimento estimado para este ano era de 3,50%. De acordo com a SPE, o resultado do PIB do primeiro trimestre mostrou que a economia brasileira está se recuperando da crise econômica causada pela pandemia da covid-19 a taxas mais altas que nas retomadas após recessões anteriores.

"Desde março, as projeções de analistas de mercado têm melhorado, devido a resultados positivos de indicadores de atividade e ao avanço da vacinação em massa", afirma a secretaria, no documento.

Para 2022, a estimativa de alta no PIB passou de 2,50% para 2,51%. O ministério manteve ainda as projeções de crescimento da economia de 2023, 2024 e 2025 - todas em 2,50%.

No último relatório Focus, divulgado na segunda-feira, 12, os analistas de mercado consultados pelo Banco Central estimaram uma alta de 5,26% para o PIB de 2021. Para 2022, a estimativa é de crescimento de 2,09%.

IPCA

O Ministério da Economia revisou para cima sua projeção para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2021. De acordo com a nova grade de parâmetros macroeconômicos da pasta, a estimativa para a alta de preços neste ano passou de 5,05% para 5,90%, acima do teto da meta de inflação deste ano, que é de 5,25%. Para 2022, a projeção foi mantida em 3,50%.

A SPE ressaltou que, apesar de o valor projetado estar acima do teto da meta, "a expectativa de inflação de mercado no médio prazo encontra-se ancorada e a projeção do IPCA converge para o centro da meta a partir de 2022 (3,50%)".

No último relatório Focus, os analistas de mercado consultados pelo Banco Central estimaram que o IPCA deve acumular alta de 6,11% em 2021 e de 3,75% em 2022.

Todas as projeções para a inflação em 2021 estão bem acima do centro da meta deste ano, de 3,75%, que tem uma margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (índice de 2,25% a 5,25%). No caso de 2022, a meta é de 3,50%, com margem de 1,5 ponto (2,00% a 5,00%).

O Ministério da Economia também atualizou a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) - utilizado para a correção do salário mínimo. De acordo com a nova grade de parâmetros macroeconômicos, a estimativa para a alta do indicador neste ano passou de 5,05% para 6,20%. Para 2022, a projeção passou de 3,50% para 3,42%.

Já a estimativa da Economia para a alta do IGP-DI em 2021 passou de 15,21% para 17,40%. Para o próximo ano, a projeção passou de 4,26 para 4,72%.

 

IMAGEM: Thinkstock

 

 

 

 

 

 

Indicadores Econômicos

Fator de Reajuste

ÍNDICE
Mai
Jun
Jul
IGP-M
1,1072
1,1070
1,1008
IGP-DI
1,1056
1,1112
1,0913
IPCA
1,1173
1,1189
1,1007
IPC-Fipe
1,1227
1,1169
1,1073

Indicadores de crédito Boa Vista

Índice
Abr
Mai
Jun
Demanda por crédito
-4,3%
-2,1%
-1,9%
Pedidos de falência
--
--
--
Movimento do comércio
1,1%
1,5%
-0,8%
Inadimplência do consumidor
5,0%
7,5%
-0,6%
Recuperação de crédito
1,8%
-5,6%
2,4%
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