FGV: 'Perspectivas para o mercado de trabalho estão mais favoráveis'

Indicador Antecedente de Emprego do IBRE avançou 2,4 pontos em janeiro. Mas, apesar de o Indicador de Desemprego ter caído 2,8 pontos, recuperação ainda tem um longo caminho pela frente

Estadão Conteúdo
06/Fev/2020
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O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) subiu 2,4 pontos na passagem de dezembro para janeiro, chegando a 92,3 pontos, informou nesta quinta-feira (6/2) a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Em médias móveis trimestrais, o indicador avançou 2,2 pontos. "O IAEmp volta a apresentar resultado positivo, seguindo a tendência dos últimos meses de 2019. Os avanços recentes sugerem que as perspectivas estão se tornando mais favoráveis para o mercado de trabalho nos próximos meses, ainda que de forma gradual", avaliou Rodolpho Tobler, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) caiu 2,8 pontos em janeiro ante dezembro, para 92,5 pontos. Em médias móveis trimestrais, o indicador diminuiu 0,2 ponto. "A nova queda do ICD sugere continuidade da redução gradual da taxa de desemprego nos próximos meses. A dificuldade de se afastar do patamar ainda relativamente elevado mostra que a recuperação ainda tem um longo caminho pela frente", completou Tobler.

O ICD é um indicador com sinal semelhante ao da taxa de desemprego, ou seja, quanto menor o número, melhor o resultado. Já o IAEmp sugere expectativa de geração de vagas adiante, quanto maior o patamar, mais satisfatório o resultado. O ICD é construído a partir dos dados desagregados, em quatro classes de renda familiar, da pergunta da Sondagem do Consumidor que procura captar a percepção sobre a situação presente do mercado de trabalho.

O IAEmp é formado por uma combinação de séries extraídas das Sondagens da Indústria, de Serviços e do Consumidor, todas apuradas pela FGV. O objetivo é antecipar os rumos do mercado de trabalho no País. No IAEmp, cinco dos sete componentes contribuíram para o avanço de janeiro, com destaque para os indicadores da Indústria sobre a Tendência dos Negócios (+8,6 pontos) e o Emprego Previsto (+6,3 pontos).

No ICD, a queda foi influenciada por três das quatro classes de renda familiar, com exceção das famílias mais ricas, que recebem acima de R$ 9.600,00 mensais.

 

 

 

 

 

 

Indicadores Econômicos

Fator de Reajuste

ÍNDICE
Mai
Jun
Jul
IGP-M
1,1072
1,1070
1,1008
IGP-DI
1,1056
1,1112
1,0913
IPCA
1,1173
1,1189
1,1007
IPC-Fipe
1,1227
1,1169
1,1073

Indicadores de crédito Boa Vista

Índice
Abr
Mai
Jun
Demanda por crédito
-4,3%
-2,1%
-1,9%
Pedidos de falência
--
--
--
Movimento do comércio
1,1%
1,5%
-0,8%
Inadimplência do consumidor
5,0%
7,5%
-0,6%
Recuperação de crédito
1,8%
-5,6%
2,4%
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