Faturamento com vendas de Natal deve cair 2,6%, projeta CNC

A previsão da entidade considera os efeitos da inflação. Comércio deve faturar R$ 57,48 bilhões na data

Redação DC
13/Dez/2021
  • btn-whatsapp
Faturamento com vendas de Natal deve cair 2,6%, projeta CNC

O faturamento com as vendas no Natal deverá crescer 9,8% em relação a 2020, segundo expectativas da Confederação Nacional do Comércio (CNC). No entanto, se os preços forem deflacionados, o resultado muda para queda de 2,6%.

As vendas na data devem gerar R$ 57,48 bilhões em faturamento, segundo expectativa da CNC. A entidade projeta que o ramo de hiper e supermercados será o destaque em movimentação financeira no período, representando 38,5% (R$22,11 bilhões) do volume total de vendas.

Em seguida, devem aparecer estabelecimentos especializados na comercialização de roupas, calçados e acessórios (35,3% do total ou R$ 20,28 bilhões) e as lojas de artigos de uso pessoal e doméstico (13,2% ou R$ 7,60 bilhões). 

O cenário econômico também está influenciando a origem e os valores da ceia.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, entre setembro e novembro de 2021, as importações de produtos típicos natalinos cresceram 19% (US$ 436,1 milhões) em relação ao mesmo período de 2020 (US$ 367,2 milhões), alcançando patamar ligeiramente inferior (-1%) ao verificado durante os mesmos três meses em 2019 (US$ 439,6 milhões).

A taxa média de câmbio (R$ 5,57) foi praticamente idêntica na comparação com o ano passado (R$ 5,58).

Segundo o economista da CNC responsável pela pesquisa, Fabio Bentes, a movimentação é resultado do descasamento entre os preços praticados no atacado e no varejo, nos últimos meses.

“Os valores no mercado interno vêm sendo reajustados significativamente acima da capacidade de retenção de repasses pelo varejo ao consumidor final. Mas, mesmo tendo recorrido à importação para amenizar esse choque, os preços dos produtos tipicamente natalinos apontam tendência de alta”, avalia.

CONTRATAÇÕES

As perspectivas para contratações também não estão muito animadoras, segundo a pesquisa. Apesar da expectativa da criação de 89,4 mil vagas temporárias para o Natal deste ano, contingente 31% maior do que as contratações para o atípico fim de ano de 2020, o número é inferior às 91,6 mil vagas criadas para a data em 2019.

A incerteza quanto à sustentabilidade do volume de vendas no varejo e seus impactos sobre o nível de atividade no início de 2022 levaram a CNC a rever a projeção feita há três meses, que estimava a abertura de 94,2 mil postos de trabalho temporário.

A taxa de efetivação também foi revisada de 12,2% para 4,9%.

A previsão é que maior oferta de vagas (63% do total ou 56,27 mil) ocorra nas lojas de vestuário, calçados e acessórios. Em seguida, tendem a se destacar os segmentos de hiper e supermercados (16,63 ou 19% do total) e lojas de artigos de uso pessoal e doméstico (11,08 mil ou 12% do total). Regionalmente, São Paulo (25,61 mil), Minas Gerais (9,63 mil), Paraná (7,09 mil) e Rio de Janeiro (6,63 mil) oferecerão a maior parte das vagas.

 

IMAGEM: Zé Carlos Barretta/DC

Indicadores Econômicos

Fator de Reajuste

ÍNDICE
Fev
Mar
Abr
IGP-M
1,1612
1,1477
1,1466
IGP-DI
1,1535
1,1557
1,1353
IPCA
1,1054
1,1130
1,1213
IPC-Fipe
1,1033
1,1096
1,1226