ESG: quem se importa, vence!

Atitudes disruptivas ainda não são bem compreendidas ou aceitas

Roseli Garcia
04/Abr/2022
Vice-presidente e coordenadora do Conselho do Varejo da ACSP
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ESG: quem se importa, vence!

Essas três letras tiveram um expressivo salto nas buscas do Google no começo de 2022. O maior em 16 anos e quatro vezes superior que a média do ano passado. Também foram um dos temas estrelados na National Retail Federation (NRF), realizada em janeiro, em Nova Iorque.

Afinal, o que significam e qual a sua importância? A sigla vem do Inglês Environmental (E), Social (S) e Corporate Governance (G). Resumidamente, significam as práticas ambientais, sociais e de governança corporativa de uma organização.

Podemos dizer que é a sustentabilidade empresarial. O termo surgiu em 2004, em uma publicação do Pacto Global da ONU em parceria com o Banco Mundial, chamada Who Cares Wins (algo tipo: quem se importa, vence). Desde então, vem ganhando relevância nas redes sociais, em publicações e nos planejamentos estratégicos.

Elas também estão ligadas a outras letras de importância para o mundo corporativo: como D&I. Ou seja, Diversidade e Inclusão. Tema presente em ações de muitas empresas brasileiras e fundamental na retenção de talentos e na inovação. De acordo com estudos da McKinsey Company, organizações com times plurais entregam resultados 25% melhores do que as que não consideram a diversidade no recrutamento.

No entanto, atitudes disruptivas ainda não são bem compreendidas ou aceitas. Vale lembrar as polêmicas em torno do programa de trainees com contratação apenas de pretos e pardos do Magazine Luiza. Ou seja, a empresa, ao buscar aumentar proporção desses profissionais em cargos de liderança, estava atuando na dimensão Social do ESG.

Mas para o varejo ainda há uma outra sigla a se considerar: GenZ. A geração Z é formada por pessoas nascidas entre 1996 e 2016 e já representam 30% da população brasileira. Esses novos consumidores estão preocupados em transformar o mundo, são disruptivos e engajados em causas sociais e ambientais. E o mais importante: esperam das marcas o mesmo engajamento.

Segundo pesquisa da McKinsey no Brasil, 81% desse público afirma que não compraria de uma empresa considerada machista, 79% se racista e 76% se homofóbica. Outra característica dessa tribo de nativos digitais é que vivem conectados o tempo todo e suas reações são instantâneas. Nesse sentido, não dá para ter discurso descolado da prática.

Definitivamente, diante dos anseios dos GenZ, quem não entender as regras do jogo e não incluir o ESG na pauta do dia, não ganha vida para a próxima fase. É game over!

 

IMAGEM: Freepik

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