Elas ajudam o empresário a navegar no mar da burocracia

Neste dia do Contador, as mulheres já ocupam metade do mercado de profissionais da área. Terezinha Annéia e Simone Zanon (na foto, da esq. para dir.) falam sobre a importância da atualização constante

Silvia Pimentel
22/Set/2016
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Elas ajudam o empresário a navegar no mar da burocracia

O ativo mais valioso de um contador nos dias atuais é a atualização - prática que as mulheres que atuam nessa profissão tem dominado com cada vez mais frequência e que tem as levado para o caminho do empreendedorismo.

Hoje, as contadoras tendem a crescer em participação, pelo menos no que depender da quantidade das que estão nos bancos da universidade. 

Afinal, os profissionais soterrados em papéis e livros e que se limitavam a fazer cálculos manuais de impostos  desapareceram há tempos. Em seu lugar surgiram os contadores dinâmicos, atualizados, conectados e com visão estratégica, prontos para orientar o empresário na tomada de decisões precisas em meio a tanta burocracia e regras. 

Cada vez mais a assessoria para o cliente envolve desde a abertura de uma empresa, passando pela análise de custos, precificação, adequação da margem de lucro, orientação tributária até a baixa de um CNPJ.

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Uma das funções mais importantes do contador nos dias de hoje é o de ser o principal interlocutor entre o fisco e o contribuinte. Cabe a ele a tarefa de acompanhar e traduzir as mudanças nas regras tributárias e orientar o cliente para o cumprimento das obrigações acessórias.
 
Para lidar com tantas demandas, suas principais ferramentas de trabalho também evoluíram. São planilhas de excel, balancetes e demonstrações contábeis, além de conhecimentos sobre sistemas informatizados para dar conta das exigências fiscais, que migraram do papel para os meios eletrônicos.

Do aparecimento da escrita e da moeda, passando pela revolução industrial, a contabilidade se aprimora a cada dia, de forma a acompanhar o desenvolvimento do mercado e as suas complexidades, o que exige dos profissionais aperfeiçoamentos constantes. 

Há exatos 71 anos, no dia 22 de setembro de 1946, um decreto assinado pelo então presidente Getúlio Vargas criava o primeiro curso de ciências contábeis no Brasil, na universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). 

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Nesta data comemora-se o Dia do Contador, profissional cada vez mais requisitado e valorizado num mercado em que as mulheres se apropriam de forma acelerada. 

PRESENÇA FEMININA CRESCE

A presença feminina no universo contábil é crescente.  

De acordo com dados do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), são mais de 534,5 mil profissionais da contabilidade, entre técnicos e contadores. Quase a metade são mulheres. Estima-se que, atualmente, 69% das vagas nas faculdades de ciências contábeis já são preenchidas por pessoas do sexo feminino.   

“As mulheres são mais flexíveis e empreendedoras por natureza, além de terem uma facilidade maior para fazer várias tarefas ao mesmo tempo e a lidar com situações mais estressantes do dia a dia, comuns nos escritórios de contabilidade”, afirma a diretora administrativa da Associação de Empresas de Serviços Contábeis (Aescon), ligada ao Sescon, Terezinha Annéia. 

De acordo com a contadora, a participação das mulheres só não é majoritária ainda nas entidades contábeis, o que deve se reverter em curto espaço de tempo. 

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Formada em Ciências Contábeis na Faculdade Tibiriçá, ligada ao Mosteiro São Bento, com pós-graduação em Finanças e Controladoria, a diretora do Aescon é também uma empresária contábil.

E na companhia que dirige desde 1979, a Skill, mais de 80% dos funcionários são do sexo feminino.   

Na opinião da contadora, a atividade do profissional contábil vai muito além de uma escrituração. “O contador precisa ser antes de tudo um consultor, um planejador e orientador das decisões da empresa”, afirma.

A sócia diretora da T&M Consulting, de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, a contadora Simone Zanon, também engrossa a estatística da quantidade de mulheres que exercem a profissão.  

Antes mesmo de se formar em Ciências Contábeis na universidade Federal de Santa Maria, em 1997, ela já trabalhava em escritórios contábeis para aliar a teoria com a prática. 

A T&M Consulting foi a última empresa a contratá-la como colaboradora, primeiro como auxiliar contábil e, depois, para cargos de gestão. Anos mais tarde depois de formada, ela comprou a empresa, que já era reconhecida na região com um serviço diferenciado na área de gestão, apesar de ter apenas quatro anos de existência. 

Os antigos proprietários passaram então a fazer parte da carteira de clientes. 

“Manter-se atualizado em relação às questões legais e fiscais não é mais um desafio, é uma obrigação. O desafio é conhecer várias áreas distintas para completar o perfil do profissional que o mercado precisa”, afirma.  Uma recomendação que ela segue à risca. 

Além da formação em Ciências Contábeis, Simone Zanon tem pós-graduação em controladoria e Direito Tributário Empresarial e duas especializações na área de gestão e liderança. E em 2008, a predileção pelas áreas gerencial e tributária a impulsionou para concluir o Curso de Direito Tributário. “É preciso inovar e se reinventar o tempo todo”, conclui.

FOTO: Divulgação

 

 

 

 

 

 

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