De cada 100 jovens paulistanos, 28 estão desempregados

Pesquisa do Ibope Inteligência também revela que para 43% dos moradores da capital, a alimentação é o item com maior peso no orçamento

Agência Brasil
20/Fev/2019
  • btn-whatsapp
De cada 100 jovens paulistanos, 28 estão desempregados

Entre 100 jovens paulistanos, 28 estão desempregados –considerando esse percentual, são 411.473 moradores da capital paulista na faixa de 16 a 24 anos que estão sem trabalho.

A taxa entre os jovens é superior à da população em geral – toda a população economicamente ativa – que corresponde a 15% no município, o equivalente a 1.469.545 pessoas desempregadas.

Para o coordenador-geral da Rede Nossa São Paulo, Jorge Abrahão, trata-se de "um fato muito grave", porque, se o jovem não consegue uma oportunidade de trabalho, o primeiro emprego, ele pode acabar "sendo capturado por áreas ilegais, segmentos ilegais, e depois é muito difícil (...) trazê-lo de novo para uma área do mercado tradicional de trabalho”.

Os dados são da pesquisa Trabalho e Renda, divulgados pela Rede Nossa São Paulo (RNSP) e pelo Ibope Inteligência.

LEIA MAIS: CNC propõe novo formato para emprego de jovens

Para a pesquisa, foram entrevistados 800 moradores da cidade de São Paulo, de 16 anos ou mais, no período de 4 a 21 de dezembro do ano passado. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados totais.

Para Abrahão, o maior índice de desemprego entre os jovens, demonstrado na pesquisa, é um dado muito importante para que o Poder Público pense em políticas eficazes, que avancem na questão.

“Nós temos até legislação, por exemplo, do aprendiz, que pressupõe um percentual [de contratações de jovens] pelas empresas em relação ao número de funcionários. Nós nunca conseguimos colocar direito, implementar essa legislação”, disse Abrahão.

Ele acrescenta que é necessário também estimular o empreendedorismo, o microcrédito, além de desenvolver opções de cultura e esporte. “Muitas vezes, essa juventude, sobretudo a mais carente, que está nas periferias, precisa ter algumas oportunidades [como cultura e esporte.”

Na comparação com a pesquisa anterior, em 2017, a taxa de desemprego geral teve queda de 3 pontos percentuais. No ano passado, 18% dos paulistanos estavam sem emprego.

“Por mais que a pesquisa revele redução no número de desempregados, de 18% para 15%, a diminuição ficou dentro da margem de erro, que é de 3%”, explicou a Rede.

No entanto, houve aumento da população empregada, com ou sem registro em carteira, que subiu 5 pontos percentuais em relação ao ano passado, passando de 29% para 34%. Quanto ao perfil da população desempregada, 56% são homens (800 mil) e 44% são mulheres (600 mil); 55% se autodeclaram pretos e pardos (800 mil) e 45% brancos (600 mil).

A pesquisa mostrou ainda que, para 43% dos paulistanos, a alimentação é o item que mais tem impacto no orçamento doméstico; 23% apontam o aluguel ou a moradia como principal despesa e 15% disseram que é a saúde (remédios, exames, convênio). Para 6% da população, o transporte é o item que mais pesa no orçamento e 5% aponta a educação.

“Chama a atenção o fato de uma questão básica e importante para a sobrevivência [alimentação] pesar tanto no salário das pessoas, ela pesa mais do que o aluguel”, destacou Jorge Abrahão.

Uma solução, segundo ele, seria pensar em reduzir a tributação de alimentos. “Se você consegue reduzir tributos de segmentos de alimentação que pesam muito no orçamento das famílias, consegue reduzir esse impacto [no orçamento] e distribuir renda de alguma maneira”, disse.

O tempo médio de deslocamento dos paulistanos na ida e volta ao local de trabalho é de 1h43min. Apenas 7% deles levam até 30 minutos; 11%, de 30 minutos a 1 hora; 28%, de 1 hora a 1h30min; 13%, de 1h30min a 2h; e 22%, mais de 2 horas.

Outros 15% afirmam trabalhar em casa e, portanto, não precisam fazer esse deslocamento. Ou seja, 63% dos paulistanos gastam mais de 1 hora no trajeto casa-trabalho-casa.

LEIA TAMBÉM: Apenas 10% dos jovens brasileiros têm formação técnica

A pesquisa também revelou que metade dos paulistanos (48%) diz que não existem oportunidades de emprego na região onde moram.

Para 42% dos entrevistados, há algumas oportunidades de trabalho perto da própria casa, e para somente 4% dos paulistanos existem muitas oportunidades.

Abrahão destaca a baixa distribuição de emprego na cidade de São Paulo e que este é um modelo existente em muitas outras cidades, concentrando a possibilidade de emprego em uma determinada zona.

“Aqui no caso de São Paulo, é no centro expandido. E você faz com que as pessoas tenham que se deslocar muito, então a prefeitura refletir sobre a geração mais distribuída de oportunidades vai fazer com que as pessoas consigam também ter uma maior qualidade de vida”.

 

 

 

 

 

 

Indicadores de Crédito da Boa Vista

Índice
Mar
Abr
Mai
Demanda por crédito
0,6%
-4,3%
--
Pedidos de falência
--
--
--
Movimento do comércio
-1%
1,1%
--
Inadimplência do consumidor
5,1%
5,0%
7,5%
Recuperação de crédito
6,4%
1,8%
-5,6%
mais índices

Indicadores Econômicos

Fator de Reajuste

ÍNDICE
Mar
Abr
Mai
IGP-M
1,1477
1,1466
1,1072
IGP-DI
1,1557
1,1353
1,1056
IPCA
1,1130
1,1213
1,1173
IPC-Fipe
1,1096
1,1226
1,1227

Vídeos

O advogado Igor Nascimento Souza fala sobre o Fiagro

O advogado Igor Nascimento Souza fala sobre o Fiagro

2º Encontro "Liberdade para Empreender”

SOS Empreendedores - Crédito e negociação de dívidas

Colunistas