Confiança empresarial cai 0,7 ponto em fevereiro ante janeiro, diz FGV

A queda está associada às previsões menos otimistas para a evolução da demanda nos próximos três meses, especialmente nos setores do Comércio e de Serviços

Estadão Conteúdo
01/Mar/2024
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O Índice de Confiança Empresarial (ICE) caiu 0,7 ponto em fevereiro ante janeiro, a primeira queda em nove meses, para 94 pontos, informou nesta sexta-feira, 1/3, aFundação Getulio Vargas (FGV). Entre junho de 2023 e janeiro de 2024, o índice tinha acumulado um avanço de 4,5 pontos.

"Os índices de Situação Atual e de Expectativas Empresariais sinalizam que os segmentos mais cíclicos da economia brasileira sustentam em fevereiro a tendência de aceleração iniciada no último trimestre do ano passado, mas esta tendência pode perder força nos próximos meses", avaliou Aloisio Campelo Júnior, superintendente de Estatísticas Públicas do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

Segundo ele, a queda está associada principalmente às previsões menos otimistas para a evolução da demanda nos próximos três meses, especialmente nos setores do Comércio e de Serviços. "Enquanto isso, as expectativas permaneceram estáveis na Indústria e melhoraram na Construção, demonstrando resiliência e otimismo deste setor em relação a 2024." 

O Índice de Confiança Empresarial reúne os dados das sondagens da Indústria, Serviços, Comércio e Construção. O cálculo leva em conta os pesos proporcionais à participação na economia dos setores investigados, com base em informações extraídas das pesquisas estruturais anuais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a FGV, o objetivo é que o ICE permita uma avaliação mais consistente sobre o ritmo da atividade econômica.

O Índice de Situação Atual Empresarial (ISA-E) subiu 0,7 ponto em fevereiro ante janeiro, para 95,8 pontos.

O Índice de Expectativas (IE-E) recuou 2,2 pontos, para 92,1 pontos. Entre as expectativas, o quesito que mede as perspectivas para a demanda nos três meses seguintes teve recuo de 3,5 pontos, para 90,3 pontos, com ajustes significativos nos segmentos do Comércio e dos Serviços.

Já o componente que mede o ímpeto de contratações teve alta de 1,2 ponto, para 97,9 pontos, puxado pelo bom resultado da Indústria.

O item que mede o otimismo com o ambiente de negócios seis meses à frente recuou 0,9 ponto, para 94,1 pontos.

Quanto ao momento presente, houve leve alta tanto no componente Demanda Atual quanto no de Situação Atual dos negócios.

Na passagem de janeiro para fevereiro, a confiança dos serviços caiu 1,5 ponto, para 94,2 pontos; a do comércio recuou 1,0 ponto, para 89,5 pontos; a da indústria ficou estável (0,0 ponto), em 97,4 pontos; e a da construção cresceu 1,8 ponto, para 97,6 pontos.

Em fevereiro, a confiança avançou em 51% dos 49 segmentos integrantes do ICE. "Houve um notável aumento da difusão de alta no setor de Construção e uma queda no de Serviços", acrescentou a FGV.

A coleta do Índice de Confiança Empresarial reuniu informações de 3.696 empresas dos quatro setores entre os dias 1 e 23 de fevereiro.

 

IMAGEM: Pixabay

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