Confiança do consumidor avança na comparação anual

Indicador mostra que 30% estão otimistas com futuro da economia, enquanto 57% esperam que sua situação financeira melhore nos próximos seis meses, de acordo com a CNDL/SPC Brasil

Redação DC
27/Set/2019
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Confiança do consumidor avança na comparação anual

A queda do desemprego, somada ao avanço da reforma da previdência e liberação de recursos do FGTS deram uma injeção de ânimo ao consumidor brasileiro.

Dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que o Indicador de Confiança do Consumidor marcou 47,4 pontos em setembro, após alta de 3,3 pontos em agosto, quando foi registrado 48,2 pontos.

Na comparação com o mesmo mês de 2018, o indicador apresentou alta de 5,4 pontos — quando o índice marcou 41,9 pontos. Pela metodologia, o indicador varia de zero a 100, sendo que somente resultados acima de 50 pontos mostram uma percepção otimista do consumidor.

Na avaliação do presidente da CNDL, José Cesar da Costa, o cenário positivo da atividade econômica nos últimos três meses, em que o desemprego caiu de 12,7% no trimestre encerrado em março para 11,8% no trimestre que terminou em julho, contribuiu para o resultado.

“Ao longo dos próximos meses, o anúncio de uma agenda positiva poderá manter, e até aumentar, o quadro da confiança, recuperando o desgaste do primeiro semestre”, analisa.

Apesar da melhora, ainda se observa uma certa frustração com a lentidão na retomada econômica. De acordo com o levantamento, seis em cada dez brasileiros (60%) avaliam negativamente as condições atuais da economia brasileira. Para 30%, o desempenho é regular e apenas 9% acreditam que o cenário é positivo. Entre os principais motivos da avaliação negativa, os consumidores apontam alto índice de desemprego (71%), alta dos preços (65%) e taxas de juros elevadas (33%).

SITUAÇÃO FINANCEIRA

Quando se trata da própria vida financeira, a maioria (48%) dos consumidores considera que sua situação não está boa nem ruim. Por outro lado, 35% têm uma percepção negativa e apenas 16% analisam sua vida financeira como positiva. Entre os que dizem ter uma situação financeira ruim, o principal motivo está aliado ao alto custo de vida (56%), seguido do desemprego (30%) e da redução da renda familiar (24%).

Em contrapartida, para os que afirmam estar com uma boa situação financeira, pesa o fato de se ter conseguido pagar as contas em dia (55%), assim como fazer o controle das finanças (48%) e ter uma reserva financeira (29%).

“Após meses de revisões de crescimento econômico para baixo, há um cenário pouco mais otimista diante dos avanços na aprovação da reforma da Previdência, as discussões que caminham para mudanças a partir da reforma tributária e a liberação dos saques do saldo do FGTS”, diz o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.

OTIMISMO

Ao procurar saber o que os brasileiros esperam do futuro da economia do Brasil, a sondagem descobriu que as opiniões estão bem divididas. Os otimistas formam 30% da amostra, enquanto outros 30% representam os pessimistas. Há ainda 39% que não têm opinião formada.

Considerando o percentual de brasileiros otimistas com a economia, 39% enxergam que teremos uma situação política do país mais estável do que há alguns meses. Já 30% concordam com as medidas econômicas adotadas pelo governo até o momento e 28% que as pessoas estão mais otimistas. Outros 25% percebem uma melhora nos índices econômicos.

Entre as razões do pessimismo, 48% justificam observar uma alta dos preços e por isso não acreditam em uma recuperação da economia.

Além disso, 43% não veem melhora perceptível no desemprego e 36% dos entrevistados discordam das medidas tomadas pelo governo.

Para 30%, há o receio de que as instabilidades políticas contaminem o ambiente econômico e para 23%, as leis e as instituições não favorecem o desenvolvimento do país.

Quanto à própria situação financeira para os próximos seis meses, 57% disseram estar otimistas. E as principais razões apontadas foram: confiança na melhora das condições econômicas do país (43%), esperança de conquistar um aumento de salário ou novo emprego (34%) e boa gestão do orçamento (27%).

Além desses, 19% estão investindo na profissão. Em contrapartida, apenas 12% declaram-se pessimistas com a própria vida financeira e 28% acreditam que a situação não está boa e nem ruim.

 

 

 

 

 

 

 

Indicadores Econômicos

Fator de Reajuste

ÍNDICE
Mai
Jun
Jul
IGP-M
1,1072
1,1070
1,1008
IGP-DI
1,1056
1,1112
1,0913
IPCA
1,1173
1,1189
1,1007
IPC-Fipe
1,1227
1,1169
1,1073

Indicadores de crédito Boa Vista

Índice
Abr
Mai
Jun
Demanda por crédito
-4,3%
-2,1%
-1,9%
Pedidos de falência
--
--
--
Movimento do comércio
1,1%
1,5%
-0,8%
Inadimplência do consumidor
5,0%
7,5%
-0,6%
Recuperação de crédito
1,8%
-5,6%
2,4%
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