Confiança do comerciante recua 1,3% em março, diz CNC

Todos os subíndices usados para mapear a confiança do empresário do comércio registraram variações negativas

Agência Brasil
21/Mar/2022
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Confiança do comerciante recua 1,3% em março, diz CNC

Os comerciantes brasileiros estão menos confiantes e têm menos intenção de investir e de contratar funcionários, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira, 21/03, pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), medido mensalmente, recuou 1,3% em março em relação a fevereiro, fechando o primeiro trimestre do ano com queda acumulada de 1,12%.

O Icec é composto pelos indicadores: condições atuais do empresário do comércio; expectativas do empresário do comércio; e intenções de investimento. O objetivo é detectar as tendências das ações do setor do ponto de vista do empresário.

A amostra é composta por aproximadamente 6 mil empresas situadas em todas as capitais do país. O Icec avalia as condições atuais, as expectativas de curto prazo e as intenções de investimento dos negócios do comércio.

Neste mês, todos os índices que compõem o Icec registraram variações negativas, com destaque para condições atuais, que recuou 1,6%, enquanto expectativas e intenção de investimentos apresentaram retrações de 1,2% e 1,1%, respectivamente.

A variação negativa mais expressiva entre todos os subíndices foi verificada no grupo intenção de investimentos, com um recuo de 3,5% em contratação de funcionários. Dentro desse grupo, apenas um subíndice apresentou variação positiva, o relativo às intenções de investir em estoques, que cresceu 1,2%.

INFLAÇÃO

A pesquisa aponta os efeitos da inflação persistente no país e a recente transmissão do aumento dos combustíveis a outros preços como elementos-chave que explicam a evolução da baixa confiança empresarial.

A guerra na Ucrânia também é considerada um fator de peso para o resultado, uma vez que gera um cenário de incertezas.

Segundo o economista da CNC responsável pela análise, Antonio Everton, a queda da intenção de contratar funcionários pode indicar ajustes nas empresas: "A variação pode sinalizar uma adequação nos custos operacionais a uma perspectiva de menor faturamento".

Há ainda, de acordo com Everton, o fator sazonalidade. Todo início de ano impostos como o IPTU e IPVA aumentam. Além disso, há reajustes no condomínio e mensalidade escolar, o que pesa no orçamento.

Tem ainda os juros reais, que estão por volta de 5% acima da inflação, e que encarecem o custo da tomada do crédito.

Apesar dos resultados, a pesquisa mostra que o Icec se manteve na zona de satisfação, acima dos 100 pontos, registrando 118 pontos em março.

Os indicadores são medidos em uma escala que vai de 0 a 200 pontos. Em fevereiro, o índice foi 119,3.

 

 

 

 

 

 

Indicadores de Crédito da Boa Vista

Índice
Mar
Abr
Mai
Demanda por crédito
0,6%
-4,3%
--
Pedidos de falência
--
--
--
Movimento do comércio
-1%
1,1%
--
Inadimplência do consumidor
5,1%
5,0%
7,5%
Recuperação de crédito
6,4%
1,8%
-5,6%
mais índices

Indicadores Econômicos

Fator de Reajuste

ÍNDICE
Mar
Abr
Mai
IGP-M
1,1477
1,1466
1,1072
IGP-DI
1,1557
1,1353
1,1056
IPCA
1,1130
1,1213
1,1173
IPC-Fipe
1,1096
1,1226
1,1227

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