Como a recessão mudou hábitos arraigados dos brasileiros

Mesmo após a melhora da economia, 41% dos consumidores dizem que vão manter a frugalidade nas compras e poupar, revela estudo da consultoria PwC

Thais Ferreira
09/Mar/2017
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Como a recessão mudou hábitos arraigados dos brasileiros

Grandes acontecimentos históricos têm o poder de mudar os governos, a vida das pessoas e as empresas.Os hábitos de consumo também não passam incólumes por esses eventos.

Por exemplo, após as restrições enfrentadas durante as guerras mundiais, os europeus aprenderam a poupar, estocar comida e desperdiçar menos.

Os brasileiros não sofreram as agruras típicas de uma grande guerra. Mas a recessão histórica – considerada a pior desde 1948 – pode ter um efeito similar no consumo do país.

De acordo com a pesquisa Total Retail 2017 da consultoria PwC, 41% dos brasileiros devem manter os comportamentos atuais de consumo e poupar dinheiro, mesmo após uma mudança positiva da economia.

Entre os hábitos adquiridos nos últimos anos, o principal é a prática de fazer mais pesquisas para encontrar as melhores ofertas, apontado por 63% dos entrevistados.

Na sequência, houve redução de visitas aos restaurantes, bares e outras formas de entretenimento e limitação das compras apenas a produtos de primeira necessidade.

Com base nesses resultados, Ricardo Neves, sócio da PwC e especialista em varejo e consumo, acredita que o nível de competição no varejo continuará elevado mesmo após a crise.

De acordo com Neves, a recessão rompeu com a inércia do consumidor que se habituara a comprar sempre as mesmas marcas.

Hoje, ele procura o preço mais baixo. Essa tendência deverá se manter mesmo após a retomada da economia.

Cabe ao varejo, portanto, continuar estreitando suas margens, além de criar promoções e ofertas para atender a essa nova realidade dos consumidores.

Mesmo com esse cenário desfavorável ao consumo, Neves acredita que o varejo deve sair fortalecido da crise, uma vez que muitos empresários foram compelidos a de tornar suas operações mais enxutas e aumentar a produtividade. 

NEVES, DA PWC: "VAREJO IRÁ SAIR FORTALECIDO DA CRISE"

COMPRAS ONLINE

As novas tecnologias também estão mudando a forma como os brasileiros consomem. De acordo com a pesquisa, 94% dos entrevistados já fizeram pelos menos uma compra online.

Além disso, os brasileiros são mais ativos que a média global no uso de dispositivos móveis para pesquisa e comparação de preços.

Entre os canais de compra usados pelos consumidores, o smartphone obteve um aumento de 1%. Apesar do resultado tímido, foi o único que cresceu em relação à pesquisa de 2016. Já as lojas físicas caíram 3%. Os PCs e os tablets tiveram queda 2% e 7%, respectivamente.

A pesquisa revelou outra informação relevante. A frequência de compras nas lojas físicas e nos meios online via PC estão praticamente igualadas: 55% dos entrevistados afirmaram que compraram usando esses canais ao menos uma vez por mês. 

FOTO: Thinkstock

 

 

Indicadores Econômicos

Fator de Reajuste

ÍNDICE
Mai
Jun
Jul
IGP-M
1,1072
1,1070
1,1008
IGP-DI
1,1056
1,1112
1,0913
IPCA
1,1173
1,1189
1,1007
IPC-Fipe
1,1227
1,1169
1,1073

Indicadores de crédito Boa Vista

Índice
Abr
Mai
Jun
Demanda por crédito
-4,3%
-2,1%
-1,9%
Pedidos de falência
--
--
--
Movimento do comércio
1,1%
1,5%
-0,8%
Inadimplência do consumidor
5,0%
7,5%
-0,6%
Recuperação de crédito
1,8%
-5,6%
2,4%
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