Comércio perde R$ 53,3 bilhões devido ao coronavírus, diz CNC

A estimativa da CNC para março sinaliza uma queda de 46,1% no faturamento do comércio varejista

Estadão Conteúdo
07/Abr/2020
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Após os dados da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontarem alta de 1,2% nas vendas do varejo em fevereiro ante janeiro, sem efeitos da covid-19, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estimou perda de R$ 53,3 bilhões no faturamento do comércio desde que a pandemia se consolidou no País, na comparação com o ano passado.

Com isso, as vendas do varejo de março poderão ter o pior desempenho da série histórica da PMC, iniciada no ano 2000, segundo relatório da Divisão Econômica da CNC.

"Não houve registro de interrupção tão drástica das atividades comercias como a que o setor tem experimentado desde o aumento no número de casos de Covid-19 no Brasil. Diante da escalada do número de casos de contágio do novo coronavírus, a edição de decretos regionais determinando o fechamento de estabelecimentos comerciais em atendimento às medidas de isolamento social tem se intensificado no Brasil", diz o relatório.

A estimativa da CNC para março sinaliza uma queda de 46,1% no faturamento do comércio varejista desde a introdução de medidas restritivas até esta terça-feira, dia 7/04, na comparação com igual período de 2019.

A projeção considerou dados de dez Estados, responsáveis por 72,5% do volume de vendas do varejo nacional. "De acordo com o serviço de georreferenciamento do Google, a mobilidade de pessoas nos estabelecimentos comerciais ao final de março foi reduzida dramaticamente. No varejo de rua, nos shopping centers, livrarias e cinemas houve queda de 71% na circulação de consumidores em todo o Brasil. As maiores quedas regionais ocorreram nos Estados de Santa Catarina (-80%), Sergipe (-78%) e Alagoas (-77%)", diz o relatório da CNC.

Segundo o estudo da CNC, os dados de georreferenciamento mostram queda no movimento mesmo no varejo essencial, como supermercados, minimercados, mercearias e farmácias. O relatório da entidade também lança dúvidas sobre a capacidade de os serviços de entregas ou o comércio eletrônico aliviarem as perdas de forma relevante.

"Por mais que o varejo eletrônico e os serviços de delivery tenham contribuído para diminuir as perdas nas vendas, a participação das receitas a partir desses serviços ainda é pequena se comparada ao consumo presencial e não tem conseguido compensar em curto espaço de tempo a queda na circulação de consumidores. Além disso, o efeito da própria retração econômica sobre a renda dos consumidores, em especial daqueles que trabalham por conta própria ou exercem informalmente algum tipo de atividade remunerada, certamente contribuiu para o recuo na movimentação e no consumo após o agravamento da Covid-19 no país", diz o relatório.

 

IMAGEM: Pixabay

 

 

 

 

 

 

Indicadores Econômicos

Fator de Reajuste

ÍNDICE
Mai
Jun
Jul
IGP-M
1,1072
1,1070
1,1008
IGP-DI
1,1056
1,1112
1,0913
IPCA
1,1173
1,1189
1,1007
IPC-Fipe
1,1227
1,1169
1,1073

Indicadores de crédito Boa Vista

Índice
Abr
Mai
Jun
Demanda por crédito
-4,3%
-2,1%
-1,9%
Pedidos de falência
--
--
--
Movimento do comércio
1,1%
1,5%
-0,8%
Inadimplência do consumidor
5,0%
7,5%
-0,6%
Recuperação de crédito
1,8%
-5,6%
2,4%
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