Cláudio Humberto | Máquina de propaganda de Lula torra R$ 840 milhões
“Não tem o que reclamar quando Milei deu o troco” - Sergio Moro lembra que Lula fez campanha pelo adversário de Javier Milei, na Argentina

A máquina de propaganda do governo Lula (PT), bancada com impostos, opera sem limites neste ano eleitoral. Quase inimputável nos tribunais superiores, Lula estendeu essa condição a seu governo, o que explica a olímpica indiferença do Tribunal Superior Eleitoral sobre o fato de haver gasto entre janeiro e junho R$ 255,3 milhões, superando seu recorde de 2009, e tem R$ 584,7 milhões para torrar sem piedade até outubro. Total: R$ 840 milhões que fazem falta em segurança, saúde, educação etc.
Boca do caixa
A linha entre publicidade legítima e promoção eleitoral se desfaz e expõe uma sofisticada operação de influência paga com dinheiro público.
Incomparável
Gastos abusivos da propaganda de Lula até junho de 2026 somam mais que o triplo dos gastos do governo Bolsonaro no ano eleitoral de 2022.
Pagou, levou
A gastança cria relação de dependência financeira que, em ano eleitoral, suaviza notícias negativas e prioriza pautas desfavoráveis à oposição.
É ruim, esconde
A bolha informativa bancada pelo pagador de impostos não disfarça o objetivo de diluir críticas e ampliar a mensagem oficial.
Quaest aponta Indecisos como ‘favorito’ em outubro
Sempre muito atencioso com o governo Lula (PT), o Quaest virou motivo de gozação em grupos de especialistas em pesquisas, que fazem piada com o “favoritismo de um Sr. Indecisos”. No Pará (reg. PA-04548/26), os indecisos somam 26%, à frente de Hana Ghassan (MDB), 24%; Daniel Santos (Podemos), 20%; e correndo por fora 13% de brancos, nulos e “não vai votar”. Na espontânea do RJ (reg. 02671/26), Flávio Bolsonaro (PL) lidera, e indecisos seriam improváveis 64% em briga tão polarizada.
Olho nos números
Desse jeito, periga o Quaest não tirar boa nota do TSE, que premiará as pesquisas cujos números mais se aproximem dos votos apurados.
Banco de pontos
Ironias à parte, especialistas advertem para o caso do Pará, que consideram irreais os 39% de indecisos, brancos, nulos e “não vai votar”.
Desconfiança
No Rio de Janeiro, onde Eduardo Paes é o favorito, a Quaest de julho crava até 37% de indecisos somados a branco, nulo e “não vai votar”.
Constrangedor
Ao chamar Javier Milei de “palhaço”, o ministro Dario Durigan não muda os números: a Argentina saiu de recessão profunda e hiperinflação (211% em 2023) para crescer 4,4% em 2025 e projetar de 3% a 3,5% em 2026. Número que fazem inveja ao jovem ativista da Fazenda.
Retração oficial
O Boletim Macrofiscal do Ministério da Fazenda de Lula prevê retração do agro (-1,4%) e da indústria (-0,4%), no Brasil, no segundo semestre de 2026. Só o setor de serviços deve crescer (muito pouco); 0,2%.
INSS assediador
Aposentados reclamaram de funcionários do INSS assediando-os com 15 e até 17 ligações seguidas, ignoradas por serem típicas de golpistas. Quem finalmente atendia para mandar o suposto golpista ao inferno, diziam ser “prova de vida”. Se o aposentado reclamava, desligavam.
Sem medo
Agora candidato oficial ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro deu de ombros ao aumento de ameaças de morte. Avisou que seguirá nas ruas: "quem acha que vai me intimidar está perdendo tempo”.
Desnorteado
Na avaliação do deputado federal Osmar Terra (PL-RS), falta rumo ao governo petista: “O problema do Lula (PT) é que ele não tem horizonte para mostrar, já que ele não tem horizonte nenhum”.
Pode espernear
A convocação do embaixador argentino no Brasil e do brasileiro em Buenos Aires pelo governo petista não surtiu efeito. O presidente da Argentina, Javier Milei, não deve pedir desculpas por chamar Lula de “presidiário” e Alexandre de Moraes de “lixo careca”, diz a imprensa local.
Dois pesos
O anúncio do presidente da China, Xi Jinping, sobre o telefonema de apoio ao brasileiro Lula (PT) não foi considerado – pelas manchetes de sempre – interferência estrangeira na eleição no Brasil.
Rivalidade reeditada
Edmundo, “Animal”, confirmou candidatura pelo PSDB. Caso seja eleito, se junta a Romário (PL-RJ), atualmente o único ex-jogador profissional a exercer mandato no Congresso e um dos seus grandes rivais.
Pensando bem...
...“palhaço” faz graça, mas não mente.
PODER SEM PUDOR
Intimidade provada
Um bispo vivia falando mal do interventor no Rio Grande do Sul, Flores da Cunha. Acusava-o de ser boêmio e um elitista esnobe, que não dava intimidades nem mesmo aos seus próprios aliados.
Quando soube disso, o general resolveu calar o bispo de uma forma curiosa: chamou-o para uma conversa às 6h da manhã, recebendo-o nos seus aposentos, ainda na cama. Vestia apenas cuecas: “Vossa Reverendíssima desculpe, mas como é de minha total intimidade, posso recebê-lo a qualquer hora, em qualquer lugar e de qualquer jeito”.
*Com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos
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