Cintra quer rever contribuição patronal ao INSS

O futuro secretário da Receita Federal diz que está trabalhando em uma ampla proposta com o objetivo de baratear a folha de salários

Estadão Conteúdo
18/Dez/2018
  • btn-whatsapp
Cintra quer rever contribuição patronal ao INSS

O futuro secretário da Receita Federal, Marcos Cintra, disse nesta terça-feira, 18/12, que está conduzindo um estudo que envolve baratear o custo de folha de salários e que tem como objetivo principal gerar mais empregos.

O economista fará parte da equipe do Ministério de Economia de Paulo Guedes. 

"O custo da folha de salário hoje é onerado em 20% de contribuição patronal ao INSS e mais 6,5% aproximadamente do Sistema S. E é esse estudo que está sendo objeto agora de uma avaliação muito precisa, porque o principal objetivo é gerar empregos, fazer com que a folha de salário seja menos onerada", disse o futuro secretário.

Segundo o economista, o estudo não envolve apenas reduzir a alíquota do Sistema S, mas envolve contribuição patronal ao INSS e "tudo aquilo que onere a folha de salários".

"Não existe política mais regressiva, que cause mais desemprego do que você tributar o salário. E que acaba resultando em 13 milhões de desempregados, fora a economia informal", declarou.

Na segunda-feira, 17, o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que era preciso "meter a faca" no Sistema S, que inclui entidades como Sesc, Sesi e Senac. A proposta envolve cortar até 50% dos repasses.

De acordo com Cintra, o setor privado "pode capacitar muito bem determinados segmentos da força de trabalho brasileiro".

"Acredito até que se nós tivermos mais competitividade, o mercado livre podendo atuar, o uso de vouchers, por exemplo, dando ao assalariado a possibilidade de ele buscar onde ele deseja buscar sua capacitação." 

O secretário do novo governo disse que até "meados de janeiro" o estudo deve estar concluído e a equipe terá uma definição sobre que linha adotar e qual porcentual "dos ônus que incidem sobre a folha" será reduzido.

"Isso, nós esperamos, vai gerar um impacto de emprego muito positivo."

REFORMA TRIBUTÁRIA

De acordo com o economista, a reforma tributária será um processo longo, porque a legislação tributária brasileira é "extremamente inflexível" e muitas mudanças precisam ser feitas

"A reforma tributária é um processo longo, que vai envolver uma série de medidas infraconstitucionais, constitucionais, medidas pontuais, melhoria de processos, combate à corrupção. A reforma tributária é um conjunto de ações que no final vai gerar um sistema novo", disse.

"Provavelmente muito disso vai precisar de PEC, vai precisar de lei ordinária, lei complementar também. É um trabalho longo, um trabalho que vai exigir muita persistência, mas tem que ser apresentado um grande pacote."

 

IMAGEM: Wilson Dias/Agência Brasil

 

 

Indicadores Econômicos

Fator de Reajuste

ÍNDICE
Mai
Jun
Jul
IGP-M
1,1072
1,1070
1,1008
IGP-DI
1,1056
1,1112
1,0913
IPCA
1,1173
1,1189
1,1007
IPC-Fipe
1,1227
1,1169
1,1073

Indicadores de crédito Boa Vista

Índice
Abr
Mai
Jun
Demanda por crédito
-4,3%
-2,1%
-1,9%
Pedidos de falência
--
--
--
Movimento do comércio
1,1%
1,5%
-0,8%
Inadimplência do consumidor
5,0%
7,5%
-0,6%
Recuperação de crédito
1,8%
-5,6%
2,4%
mais índices

Vídeos

Tarcísio de Freitas participa de ciclo de debates promovido pela ACSP

Tarcísio de Freitas participa de ciclo de debates promovido pela ACSP

Felipe d’Avila, do Novo, foi sabatinado por empresários na ACSP

Márcio França fala em fim da ‘tiriricação’ da política

Colunistas