Bolsonaro fala a empresários na ACSP

O presidente da República criticou a politização da pandemia e apontou esforços do seu governo para evitar a paralisação da economia durante a crise da covid-19, destacando o Pronampe e o Auxílio Emergencial

Renato Carbonari Ibelli
26/Ago/2022
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Bolsonaro fala a empresários na ACSP

O presidente Jair Bolsonaro esteve na Associação Comercial de São Paulo (ACSP) na manhã desta sexta-feira, 26/08. Ele foi o convidado de honra para inauguração do novo auditório da entidade, e aproveitou para conversar com empresários.

O mandatário fez críticas a Lula, seu principal adversário na corrida pela reeleição. “Quem acredita nessa conversa mole de que vai fazer tudo, que todo mundo vai comer picanha de final de semana? Não tem filé pra todo mundo”, disse Bolsonaro, se contrapondo à fala recorrente nas manifestações do ex-presidente.

Bolsonaro tenta colar em Lula a imagem de governos que enfrentam dificuldades, como Argentina, de Alberto Fernández, e Colômbia, de Gustavo Petro. “As propostas são sempre liberar drogas, tirar presos da cadeia, aborto. São coisas que não levam a nada”, disse.

Em seu discurso, convocou os empresários a se juntarem a ele na campanha pela reeleição, usando como exemplo a postura de Luciano Hang, dono da Havan, que tem aparecido a seu lado em manifestações públicas. “Não basta cada um fazer a sua parte como bom empresário, tem que ir além. Olhe o exemplo do Veio da Havan, que deve estar comigo em Barretos”, disse Bolsonaro.

Hang está entre os empresários alvos de busca e apreensão realizada nesta semana pela Polícia Federal, com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF). Supostamente, os empresários estariam defendendo a ruptura da democracia em conversas particulares. Sem citar o nome do Ministro Alexandre de Moraes, juiz que autorizou a operação, Bolsonaro criticou a postura do STF.

“A população sabe o que está acontecendo, nosso bem maior é a liberdade. Já deram nove anos de prisão a um deputado [Daniel Silveira] por coisas que falou. Não concordo com o que falou, mas Deputados e Senadores são invioláveis por suas opiniões. Agora chegou no empresariado”, disse.

O presidente voltou a dizer que a pandemia foi politizada, e que o fique em casa foi um erro. “Sentiram um pouco do que é ditadura aqui em São Paulo, com medidas do governador e do prefeito”, disse. “É o desemprego que mata, de fome”.

Bolsonaro apontou medidas que seu governo adotou para mitigar os efeitos da pandemia, entre eles o Pronampe, programa emergencial de crédito para os micro e pequenos empresários, que passou a ser permanente, e o Auxílio Emergencial.

Destacou ainda sua briga com distribuidoras e governadores para baixar os preços dos combustíveis. "Com toda a crise que enfrentamos, a gasolina chegou a custar R$ 7 o litro. Hoje, conseguimos baixar para cerca de R$ 5 reais", disse.

O saldo que fez do seu governo foi positivo. “Levando-se em conta a pandemia, o Brasil está bem. O avião está decolando.”

Alfredo Cotait Neto, presidente da ACSP, agradeceu Bolsonaro pela presença no ato solene e reiterou que as portas da entidade estarão sempre abertas para o político.

"É muito importante receber uma autoridade desse porte, como o presidente Bolsonaro, chefe da Nação. Temos muito orgulho deste momento. Cabe lembrar que as entidades CACB, Facesp e ACSP representam mais de dois milhões de empresas e de empreendedores pelo Brasil afora", ressaltou Cotait, que além da ACSP, preside a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) e a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB).

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IMAGEM: Daniela Ortiz/ACSP

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