Bares e restaurantes correm atrás do prejuízo após 'apagão'

Após a tempestade e a falta de energia da última sexta-feira, 03/11, 15% dos estabelecimentos ainda não tiveram o serviço reestabelecido e 46,8% relatam que tiveram algum tipo de perda, segundo pesquisa da Abrasel-SP

Redação DC
06/Nov/2023
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Bares e restaurantes correm atrás do prejuízo após 'apagão'

Uma pesquisa preliminar da Abrasel-SP realizada para medir os estragos causados na cidade de São Paulo pelas fortes chuvas da última sexta-feira, 3/11, aponta que os bares e restaurantes também sofreram os impactos da falta de energia, que em algumas regiões durou mais de 53 horas.  

Problemas diversos atingiram praticamente toda a população, tanto quem ficou na cidade no feriado e quem viajou, perdendo produtos armazenados em geladeiras e freezers, situação que afetou em especial os estabelecimentos do setor. 

Entre os entrevistados, 46,8% relataram algum tipo de prejuízo devido ao ocorrido, e pelo menos 15% relataram, nesta segunda-feira, 6/11, que ainda continuam sem energia elétrica.  

Porém, o grande problema, de acordo com os donos dos pequenos e médios negócios do setor, foi o serviço de reparos, que poderiam reduzir os prejuízos da população. Enquanto 23,4% dos entrevistados relataram que a concessionária Enel demorou mais de 24 horas para reestabelecer a energia, 49% consideram que sua resposta foi insatisfatória em relação à resolução do problema. 

"Ou seja, a Enel não só não reduziu o prejuízo como o aumentou por não cumprir suas obrigações e não satisfazer as expectativas de quem precisa de energia", diz Percival Maricato, diretor institucional da Abrasel-SP.

Ele destaca que o setor já tinha sofrido na pandemia, quando a concessionária, por falta de funcionários, deixou de verificar regularmente o consumo e lançou contas a pagar pelas médias dos meses anteriores. "Ora, se os estabelecimentos estavam fechados, como se poderia cobrar contas como se eles estivessem abertos, consumindo, como ocorreu nos meses anteriores?", questiona. 

Além do trânsito e dos transportes públicos que pararam e da queda da internet, Maricato destaca as perdas materiais com produtos perdidos por falta de refrigeração, por não poderem abrir as portas uma vez que não se podia acender uma luz ou cobrar uma conta sem energia elétrica.

Ele também citou os trabalhadores e clientes que foram atingidos e, mesmo os não atingidos diretamente, que não puderam se deslocar na cidadeas - como os milhares de turistas que estavam em São Paulo para assistir a Fórmula 1, realizada no último domingo na capital paulista. Especificamente no caso de seus associados, mais de 60% foram direta ou indiretamente prejudicados, informa a Abrasel.

Para auxiliar os empresários do setor, a Abrasel-SP está avaliando os prejuízos de seus associados, notificará a ENEL para se explicar nas próximas 24 horas e exigirá providências, em Juízo ou fora dele, destaca Maricato.

A entidade também montou um plantão jurídico para orientar os associados a fazer reclamações por escrito, oferecer provas dos prejuízos (fotos, declarações de testemunhas, que podem ser funcionários, notas fiscais, contratos de eventos que eram para ser realizados e não o foram etc) e acionará o Ministério Público. Além das ações individuais em Juízo, a entidade poderá propor ação coletiva. 

ACSP

Segundo estimativas da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), apenas na sexta-feira, o comércio na Grande São Paulo pode ter deixado de arrecadar até R$ 126 milhões. A estimativa é baseada no volume movimentado diariamente na cidade de São Paulo e na região metropolitana.

Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da ACSP, observa que a situação afetou principalmente o consumo imediato, por impulso.

 

IMAGEM: Rovena Rosa/Agência Brasil

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