Arrecadação de março desacelera e volta ao nível de 2010

Segundo a Receita Federal, queda em relação a março de 2019 chegou a 3,32%. Na comparação com fevereiro, recuo foi de 5,83%

Estadão Conteúdo
22/Abr/2020
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Já afetada pela crise econômica decorrente da pandemia do novo coronavírus, a arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 109,718 bilhões em março, um recuo real (descontada a inflação) de 3,32% na comparação com o mesmo mês de 2019. Em relação a fevereiro deste ano, houve queda de 5,83%.

O valor arrecadado ainda foi o menor para meses de março desde 2010, quando a arrecadação no terceiro mês do ano foi de R$ 105,017 bilhões.

De acordo com a Receita Federal, o comportamento da arrecadação de março decorre da variação dos principais indicadores macroeconômicos no mês. Apesar do aumento de 3,30% na venda de bens na comparação com março de 2019, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apurou quedas na produção industrial (-0,51%) e nas vendas de serviços (0,70%) em março.

O Fisco destacou ainda o crescimento de 53,4% nas compensações tributárias em relação a março de 2019. Por outro lado, a arrecadação com Imposto de Renda de Pessoas Físicas (IRPF) teve alta de 48,71% no mês, em função de ganho de capital na alienação de bens e ganhos líquidos em bolsa de valores.

No primeiro trimestre, a arrecadação federal somou R$ 401,138 bilhões.

Por causa do bom desempenho das receitas em janeiro, o montante ainda representa um avanço real de 0,21% na comparação com igual período do ano passado.

DESONERAÇÕES

As desonerações concedidas pelo governo resultaram em uma renúncia fiscal de R$ 25,032 bilhões entre janeiro e março deste ano, valor maior do que em igual período do ano passado, quando ficou em R$ 24,081 bilhões.

Apenas no mês de março, as desonerações totalizaram R$ 8,362 bilhões, também acima do que em março do ano passado (R$ 8,080 bilhões).

A desoneração da folha de pagamentos custou aos cofres federais R$ 732 milhões em março e R$ 2,335 bilhões no acumulado do ano.

No início de abril, o governo anunciou a suspensão da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) que incide sobre operações de crédito por 90 dias. Segundo a Receita Federal, a medida custará R$ 7 bilhões ao governo. Foram adiados ainda os pagamentos das contribuições para o PIS/Pasep e a Cofins e da contribuição patronal devidos entre abril e maio. As empresas poderão fazer o recolhimento entre agosto e outubro.

 

IMAGEM: Thinkstock

 

 

 

 

 

 

Indicadores Econômicos

Fator de Reajuste

ÍNDICE
Mai
Jun
Jul
IGP-M
1,1072
1,1070
1,1008
IGP-DI
1,1056
1,1112
1,0913
IPCA
1,1173
1,1189
1,1007
IPC-Fipe
1,1227
1,1169
1,1073

Indicadores de crédito Boa Vista

Índice
Abr
Mai
Jun
Demanda por crédito
-4,3%
-2,1%
-1,9%
Pedidos de falência
--
--
--
Movimento do comércio
1,1%
1,5%
-0,8%
Inadimplência do consumidor
5,0%
7,5%
-0,6%
Recuperação de crédito
1,8%
-5,6%
2,4%
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