A marcha da insensatez

É preciso colocar as reformas e as mudanças em andamento para que o cidadão comece a entender a atual marcha da insensatez que parece dominar a cena nacional.

Paulo Saab
20/Mar/2020
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A quem interessa jogar o Brasil no caos? Podem ser consideradas essas facções, ou segmentos, ou grupos:

-Partidos de esquerda que perderam espaço e acesso aos cofres públicos com a derrota nas eleições de 2018 para um candidato da direita;

-Políticos, dirigentes públicos (e/ou privados apaniguados) magistrados, toda sorte de gente ligada ao aparato público que
perdeu o acesso aos cofres públicos pelo mesmo motivo;

-Artistas, intelectuais, escritores, todos ditos, claro, alguns de verdade, acostumados a receber financiamentos polpudos e fáceis
através de mecanismos legais criados por eles e para eles, que viram as fontes secar igualmente por perderem o pleito em 2018;

-Veículos de comunicação de massa, com redações de esquerda, sempre, mas que tiveram também suas cúpulas cooptadas (para ser gentil) por verbas bilionárias e fáceis vindas do então governo socialista, o que garantiu faturamento e vida fácil, interrompidas com a eleição de um governo de direita, que cortou a farra do dinheiro público na chamada grande mídia;

-Sindicatos, federações, grupos políticos disfarçados de sociais, movimentos criminosos acobertados pelo poder público e
financiados pelo mesmo com dinheiro do povo, pelegos de toda ordem; 

-Servidores federais de todos os poderes, aquartelados em posições de comando e altos salários que se valiam de suas funções para acobertar a nomeação de milhares e milhares de militantes do lulopetismo que incharam o funcionalismo federal (e os
subsequentes por Estados); 

-Dirigentes de ministérios e estatais, que se serviam da posição para fraudar as empresas públicas desviando bilhões de reais dos programas e projetos de interesse da população;

-Investigados e processados em decorrência das apurações do Ministério Público no combate à corrupção endêmica das gestões
anteriores;

-Governos, embaixadas e adeptos de governos que receberam, sem contrapartida nem pagamento, empréstimos bilionários do
BNDES para financiamento, com comprovados desvios e retornos de comissões, de obras em países amigos de socialistas,
comunistas, corrompidos, aliados das duas gestões anteriores, além dos contratos espúrios da Petrobras e desvios do BB, Caixa e outros órgãos públicos;

-A parte ingênua e/ou que sofreu e sofre lavagem cerebral ou detém fanatismo pela seita; 

-A parte dita esquerdista da sociedade burguesa que não abre mão de benefícios e privilégios, enquanto discursa a favor dos pobres e contra um governo que combate o excesso do Estado e a corrupção; 

-As “igrejinhas” que se instalaram na década e meia de poder socialista nos feudos das áreas de meio-ambiente, cultura e
informação, formando uma corporação propagandista e de acesso limitado a seus companheiros de ideal de viver com o dinheiro
público;

-Outros.

A razão crucial, determinante, desse contingente foi a perda do acesso aos cofres públicos e do poder em si. Poderia ser Bolsonaro, o Zé das Couves ou o Dr. Sabedoria.

Qualquer um que vencesse o pleito de 2018 e cortasse todas as mordomias, privilégios, manipulações e desvios, dos cofres
públicos, seria satanizado. Com Bolsonaro agrava o fato de não ter medo de patrulhas, enfrentamentos e bate-boca.

Coloquem as reformas, as mudanças, ainda em andamento, a consagração pública inquestionável do atual presidente, sua
personalidade polêmica e muitas vezes tosca em sua simplicidade. Mas também o desmanche das máquinas eleitorais criadas com recursos públicos, e acrescentem uma pandemia originada de um país comunista para o resto do mundo - incluindo o Brasil e, ainda, óbvio os evidentes erros da gestão atual, até naturais, e aí sim, o cidadão de bem, o comum brasileiro que no fim paga todas as contas, começará a entender a atual marcha da insensatez que parece dominar a cena nacional.

O jogo é de poder e ideológico. De quem, como acima demonstrado, quer a volta da corrupção e das verbas fartas para privilégios, a manutenção do sistema corrupto e de dominação do povo brasileiro, contra quem, toscamente ou não, quer construir um país decente, honesto, igual de verdade para todos, acabando de vez, também, com as capitanias hereditárias remanescentes. É briga de cachorro grande e a população, no meio, é só molusco nas pedras, açoitada pelas ondas.

**As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio

 

 

 

 

 

 

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