71% dos restaurantes do país estão endividados

Pesquisa da Associação Nacional de Restaurantes mostra que 66% dos estabelecimentos não têm capital de giro suficiente para suportar mais de 30 dias de restrições ao funcionamento

Estadão Conteúdo
12/Mai/2021
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71% dos restaurantes do país estão endividados

Depois de um ano de efeitos da pandemia no negócio, sete a cada dez restaurantes do Brasil carregam hoje dívidas que representam, em sua maior parte, entre um mês a mais de um ano de faturamento.

O endividamento, junto com a baixa disponibilidade de recursos para pagamento de fornecedores no curto prazo, o chamado capital de giro, tornou-se o maior desafio apontado pelas empresas que prestam serviços de alimentação, conforme mostra pesquisa encomendada pela Associação Nacional de Restaurantes (ANR) e pelo Instituto Foodservice Brasil (IFB) à consultoria Galunion, especializada no mercado de foodservice.

De acordo com o levantamento, 71% dos restaurantes do País dizem ter dívidas, sendo que a maior parte (79% dos entrevistados endividados) deve a bancos e fornecedores (37%).

Mais da metade das empresas do setor (54%) revelou também estar com impostos em atraso.

Com 66% dos restaurantes sem capital de giro suficiente para encarar mais de 30 dias de restrições que limitaram o funcionamento dos estabelecimentos, o setor quer que o governo apresente uma linha de crédito especial ao segmento, oferecendo largo prazo de carência até o início do pagamento.

Em 91,7% dos casos, o tamanho da dívida varia de um mês a mais de um ano de faturamento. Mesmo após demissões feitas desde o início da pandemia por 64% das empresas de serviços de alimentação, quase metade (48%) das companhias do setor pretende aderir ao programa que permite a suspensão de contratos trabalhistas, bem como redução de jornadas e salários.

Feito entre 9 de abril e 5 de maio, o levantamento ouviu representantes de 650 empresas de diversos perfis - desde grandes redes de fast-food a pequenos restaurantes, passando também por bares, lanchonetes e padarias - de todos os estados brasileiros. "A pesquisa mostra com muita clareza que o setor chegou ao seu limite. Quem sobreviveu, em sua imensa maioria, está muito endividado", afirma Fernando Blower, diretor-executivo da ANR.

 

IMAGEM: Rovena Rosa/Agência Brasil

 

 

 

 

 

 

Indicadores Econômicos

Fator de Reajuste

ÍNDICE
Mai
Jun
Jul
IGP-M
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1,1070
1,1008
IGP-DI
1,1056
1,1112
1,0913
IPCA
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1,1189
1,1007
IPC-Fipe
1,1227
1,1169
1,1073

Indicadores de crédito Boa Vista

Índice
Abr
Mai
Jun
Demanda por crédito
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-2,1%
-1,9%
Pedidos de falência
--
--
--
Movimento do comércio
1,1%
1,5%
-0,8%
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