5 tendências para o varejo que virão da NRF 2024

Especialistas em varejo antecipam as novidades do maior evento mundial do setor, que ocorrerá entre os dias 14 e 16 de janeiro

Redação DC
26/Dez/2023
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5 tendências para o varejo que virão da NRF 2024

Retail Media Networks, varejo de luxo, propósito, inteligência artificial, dados e personalização. Essas são algumas das tendências antecipadas por alguns dos principais executivos e especialistas do varejo brasileiro para a NRF Retail's Big Show 2024.

Promovida pela National Retail Federation (NRF) - entidade reguladora do setor de varejo nos Estados Unidos -, a feira anual, que dita o que deve movimentar o setor ao longo do ano, será realizada entre os 14 e 16 de janeiro, em Nova York. Com 450 palestrantes e mil expositores, o evento irá reunir mais de 6,2 mil marcas, e deve receber 40 mil visitantes.  

Varejistas de todo o mundo se reúnem anualmente na NRF para ouvir os maiores palestrantes do setor, ter contato com as principais inovações da área e estabelecer conexões com grandes marcas do mercado. Com o tema “Make it here and make it matter” (algo como "Faça agora, pois isso importa"), a NRF 2024 trará executivos e artistas como Raj Subramaniam, CEO da FedEx Corporation, John Furner, CEO do Walmart nos EUA, Shae Hong, CEO da Made By Gather (marca de utensílios domésticos acessíveis e inovadores), e a atriz Drew Barrymore.  

A seguir, confira as principais tendências analisadas pelos especialistas da Gouvêa Ecosystem: 

RETAIL MEDIA NETWORKS - A área de retail media será a grande revolução do varejo nos próximos anos. Com posicionamento estratégico de anúncios patrocinados por marcas e empresas, em portais de vendas online, os varejistas irão aumentar a visibilidade de seus produtos e serviços e, em consequência, influenciar o consumidor na realização da compra.

De acordo com Célio Martinez, CEO da Mercado&Consumo, o retail media constrói um modelo de ecossistema, envolvendo as marcas com suas demandas, os varejistas com o investimento, as agências, que representam os clientes, e o consumidor final. 

“É uma oportunidade que os varejistas têm para controlar e garantir que os anúncios mantenham uma experiência positiva com o consumidor na jornada de compra. Além disso, é possível acompanhar em tempo real o ROI (retorno sobre investimento) desta ação.”

Na programação da NRF 2024, o tema será abordado em palestras como “A era de ouro das redes de mídia de varejo: como o varejo físico está desbloqueando todo o potencial das RMNs”, com Andrew Lipsman, diretor de varejo e E-commerce da Insider Intelligence, Jonathan Lustig, líder de Receita do Walgreens Advertising Group, e Ryan Mayward, VP de Vendas de Retail Media do Walmart Connect.  

VAREJO DE LUXO - O varejo de luxo se manteve resiliente às crises e busca cada vez mais a reinvnção para atrair consumidores. Segundo Jean Paul Rebetez, sócio-diretor da Gouvêa Consulting, o foco das marcas de luxo é o público jovem. “Exemplo disso é o lançamento da coleção de tokens não fungíveis (NFTs) da Louis Vuitton, com direito a experiências exclusivas e ‘gifts’ especiais aos seus proprietários, com custo de USD 40 mil”, explica. 

Entre as palestras que NRF 2024 que abordarão a temática estão: “Criando experiências de varejo de luxo”, dia 14, com Philippe Schaus, CEO da Moët Hennessy, e “Como os varejistas de luxo utilizam o marketplace para avançar a sua estratégia de comércio eletrônico, mantendo seu DNA”, com RJ Cilley, COO da Saks Fifth Avenue, e Adrien Nussenbaum, Co-CEO da Mirakl.  

PROPÓSITO - Os acontecimentos globais dos últimos anos têm influenciado a mudança do comportamento do consumidor, que está redefinindo suas prioridades, e principalmente a forma como compra. Os clientes esperam cada vez mais das marcas e estas precisam criar novas maneiras de atraí-los, incorporando novos produtos e serviços.

Segundo Fabio Aloi, CEO da ONE Friedman, os dados de preferências e comportamentos de consumo se tornaram ativos valiosos quando se trata de ampliar a atuação dos varejistas.

"Se o varejo sempre foi bom em se aproximar, em expor e se relacionar, os serviços estão construindo o resultado das companhias”, afirma.  

Entre os destaques do tema estarão a palestra “Reimaginar o propósito para impulsionar o crescimento: o que os compradores esperam de nós e como entregar”, com Rachel Dalton, Head de Insights do Varejo na Kantar, e Diana Marshall, VP e diretora de Growth do Sam's Club, e "Valorizando o intangível: uma conversa sobre confiança, propósito e cultura", com Hal Lawton, CEO da Tractor Supply Company, e Kelly Pedersen, sócio da PwC. 

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL - O tema está longe de ser novo ou disruptivo, mas pode-se dizer que este é um ano de maturação e de trazê-la para o dia a dia dos varejistas.

De acordo com Roberto Wajnsztok, sócio-diretor da Gouvêa Consulting, este é um dos momentos mais interessantes para a utilização da tecnologia.

“Nunca se viu tanto na prática os efeitos positivos da Inteligência Artificial. Certamente veremos muitas e novas aplicações efetivas no setor de varejo”, explica o executivo.  

Entre as atrações da NRF 2024 dedicadas à Inteligência Artificial estão “O Composable Commerce está liberando todo o potencial da Inteligência Artificial”, com Paul Johnson, VP de Engenharia da Five Below, Jen Jones, CMO da Commercetools, e Smita Katakwar, VP de Tecnologia da Wegmans Food Markets Inc., e “Varejo online para uma nova geração de compradores – Como a inteligência artificial humanizará a experiência digital”, com Michael Klein, diretor da Klein4Retail Consulting, Bernadette Nixon, CEO da Algolia, e Josh Platt, VP de Produto e Experiência do Usuário da Rue Gilt Groupe.  

DADOS E PERSONALIZAÇÃO - Conhecer o cliente, saber o que ele compra, engajá-lo com a marca e, a partir daí construir o seu portfólio de produtos e serviços, utilizando canais integrados, é cada vez mais fundamental para os varejistas.

De acordo com Luiz Alberto Marinho, sócio-diretor da Gouvêa Malls, no ambiente omnichannel, que unifica os canais e propicia uma experiência única aos clientes, as lojas tendem a ser menores, tendo menor custo de aluguel e de equipe e, em consequência, um estoque menor de produtos. Por isso, é preciso conhecer bem o consumidor para planejar, assim, um estoque de produtos adequado e ajustado a determinada região. 

“O consumidor está cada vez mais no centro dos negócios. Hoje em dia, quando um vendedor não está atendendo em loja física, ele está usando o Whatsapp para acessar remotamente os consumidores para fazer ofertas, e estas são relevantes e baseadas no histórico de compras", afirma. "Mas as marcas só podem fazer isso porque elas têm uma base de clientes, com dados, identificando quais são os produtos, preços e com que frequência cada cliente comprou.”

Entre as palestras da NRF 2024 com esse foco, estão “Dados e IA dão superpoderes comerciais aos varejistas” de Michael Affronti, CEO de Commerce Cloud da Salesforce, e “Simplificando a colaboração entre equipes para desbloquear o poder oculto dos dados”, com Mark Moseley Jr., CTIO da PetMeds, e Casey Zenner, VP de Vendas Global da Kount. 

FOTO: Freepik

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