Negócios

Receita do setor de serviços deve cair 0,5% com paralisações


Projeção negativa da CNC foi feita mesmo após o setor ter fechado abril com alta de 1% no volume de receitas de serviços na comparação com março


  Por Agência Brasil 15 de Junho de 2018 às 13:56

  | Agência de notícias da Empresa Brasileira de Comunicação.


As paralisações de maio e a carência de investimentos mantêm as expectativas do setor do comércio no campo negativo e a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em consequência, projeta queda de 0,5% no volume de receitas do setor, no fechamento do ano.

As projeções da CNC foram feitas mesmo com o setor tendo fechado abril com volume de receitas de serviços tendo avançado 1% na comparação com março, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada na última quinta-feira (14/06) pelo IBGE, no melhor resultado do setor desde novembro de 2017, quando também registrou crescimento de 1%.

Na avaliação da CNC, ainda não é possível confirmar o início do processo de recuperação do nível de atividade nos serviços, mesmo porque nos quatro primeiros meses do ano, o setor acumulou retração de 0,6% ante o mesmo período de 2017, queda inferior àquela percebida nos mesmos períodos dos três últimos anos.

Para o economista-chefe da CNC, dentre as atividades que compõem o setor produtivo, as de serviços são as com maior dificuldade em recuperar o crescimento.

“Além do fraco nível geral de atividade econômica interna, a carência de investimentos, decorrentes das incertezas relacionadas ao quadro político de 2018, ainda se coloca como um obstáculo à recuperação das atividades contempladas na PMS, uma vez que a maior parte das receitas geradas tem origem na prestação de serviços entre as empresas”.

Ele explicou que, mesmo considerando a preservação do cenário favorável em relação ao comportamento dos preços e aos custos dos investimentos para a segunda metade de 2018, além da menor previsibilidade decorrente das indefinições do quadro político, “as incertezas deverão continuar promovendo a volatilidade cambial e inibindo os investimentos”.

FOTO: Thinkstock