Negócios

Fluxo maior nas lojas aponta para retomada da economia


Mesmo com aceleração do e-commerce, tem aumentado mês a mês o total de consumidores que visitaram shoppings e lojas físicas, segundo índice da FX Data Intelligence/SBVC


  Por Redação DC 06 de Agosto de 2021 às 16:20

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


Aos poucos os consumidores têm visitado mais o varejo físico: em junho, a alta no fluxo foi de 1,2% nas lojas de rua, e de 3% nos shoppings centers em comparação a maio. 

Quando essa comparação é feita com junho de 2020, logo após a primeira flexibilização das medidas restritivas, o aumento no fluxo foi de 184,5% nos shoppings, e de 63,4% nas lojas físicas. 

Os dados foram apurados pela FX Data Intelligence, investida da HiPartners, venture capital focado em retailtechs, e chancelados pela 4Intelligence e pela SBVC (Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo).  

Na comparação com abril de 2021, o mês de maio teve um crescimento muito maior no fluxo de consumidores das lojas físicas, que ficou em 77%. Já nos shoppings centers, a alta foi de 65,8%. 

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A diferença de crescimento entre maio a junho reflete tanto o movimento de compras para o Dia das Mães, a segunda data mais importante para o varejo, como a transição das medidas restritivas. 

“Os números, no comparativo anual, indicam que o varejo está retornando ao cenário pré-pandemia. Em junho de 2020, o varejo já estava em operação em grande parte do país, mas este ano já mostra uma curva de crescimento”, afirma Flávia Pini, sócia da HiPartners Capital & Work. 

O Índice de Performance do Varejo (IPV) de junho de 2021 também indica melhora na performance de vendas do varejo ante junho de 2020: houve aumento de 17,4% na quantidade de boletos gerados (vendas) e de 8,2% no faturamento nominal. 

Destacam-se também as lojas em shoppings, que tiveram variação anual positiva no volume de vendas (83,9%) e faturamento (84,6%), enquanto as lojas de rua registraram avanço de 6,75% na quantidade de boletos (vendas) ante junho de 2020, e relativa estabilidade (-0,5%) no faturamento nominal na mesma base de comparação. 

Porém, a aceleração extrema do e-commerce, que começou em 2020 e continua, já traz consequências fortes no curto e médio prazo, que é o aumento da velocidade de crescimento do varejo. 

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Além da necessidade de preencher os vazios das lojas que fecharam com a crise da covid, a conveniência o e-commerce fizeram a compra presencial deixar de ter sentido para uma boa parcela dos consumidores. 

Essa necessidade de integrar o varejo físico e o digital fez com que esses lojistas reservassem espaços para estoques, abrissem dark stores, se voltassem para o marketplace ou adotassem o delivery. 

Ou seja: o modelo de loja que abria de manhã e fechava à noite esperando o cliente chegar e comprar, morreu: a loja física continua existindo, mas não pode mais ser passiva, afirma Eduardo Terra, presidente da SBVC.

"Os varejistas precisam interagir com seus clientes usando as ferramentas do mundo digital, para levar os clientes à loja física, que precisa ser repensada e ressignificada”, destaca.

REGIÕES & CATEGORIAS

O mapeamento da FX/SBVC também apresenta recortes regionais e por segmento. Na análise regional, as lojas físicas localizadas no Sudeste tiveram o maior aumento de fluxo, com alta de 110,8% em junho, na comparação com igual mês de 2020.

No Nordeste, o crescimento foi de 60,5%, seguido pelo Sul, com 43,3%. O Norte cresceu 4,8%, e o Centro-Oeste registrou queda de 26,8%. O acumulado do ano no Brasil, porém, ainda é negativo em 7,4%.

Entre os shopping centers, a região Sudeste teve um salto de 469,2% no fluxo na comparação junho de 2021 com junho do ano passado. No Sul aumentou 79,3% e no Nordeste, 44,7%. Os centros de compras localizados no Centro-Oeste e no Norte não tiveram amostragem significativa no levantamento. No acumulado do ano para os shoppings, a queda nacional é de 18,3%.

Entre as categorias de compras, apenas três registraram queda na comparação com junho de 2020: departamentos (-13,9%), home center (-13,6%) e drogarias (-1,7%).

Por outro lado, ótica registrou aumento de 210,8%, seguida por utilidades domésticas (202,8%) e moda (152,5%). Também subiram eletroeletrônicos (73,9%), departamentos (22,7%) e beleza (5,2%).

 

 






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