Negócios

Comerciantes estão mais otimistas


Índice de Confiança medido pela CNC atinge maior patamar desde novembro de 2018


  Por Estadão Conteúdo 27 de Março de 2019 às 11:13

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) subiu 2,1% em março deste ano na comparação com o mês anterior e atingiu 127,1 pontos.

Esse é o maior patamar do indicador desde novembro de 2018 e o mais alto para meses de março desde 2012, de acordo com dados divulgados nesta quarta (27/03) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

A avaliação sobre as condições atuais cresceu 6,4% de fevereiro para março, puxada pela melhora nas avaliações sobre a situação da economia (9,2%).

Houve aumento também nas intenções de investimento (1,4%). As avaliações sobre o futuro, no entanto, mantiveram-se estáveis.

Na comparação com março do ano passado, a alta chegou a 10,9%, devido a melhora das avaliações sobre as condições atuais (16,7%), nas expectativas (8,1%) e nas intenções de investimento (10%).

Apesar disso, a demora de aprovação de reformas, como a da Previdência, fizeram a CNC reduzir a expectativa de vendas do comércio em 2019 de 5,6% para 5,4%.

"Porcentualmente, a confiança do setor é a maior para meses de março desde 2012, e o índice nacional só não registrou melhor resultado devido a fatos como a letargia na recuperação do mercado de trabalho e dificuldades para aprovação de reformas como a da Previdência", explicou a CNC em nota.

Esta é a quinta alta consecutiva no índice, informou a CNC, que ressaltou no entanto que o ritmo de alta do otimismo está mais lento em março do que nos últimos meses.

"Além das dificuldades de estimular o crescimento mais vigoroso da economia, contratempos na esfera política poderão comprometer a aprovação das reformas essenciais. Ainda assim, o cenário de investimentos no setor, para o decorrer do ano, ainda não está comprometido", disse o economista-chefe da Confederação, Fabio Bentes.

Segundo a CNC, o índice que mede o otimismo dos empresários no curto prazo se manteve estável em alta de 0,2% de fevereiro para março, sendo freado pela expectativa menor de desempenho do setor nos próximos meses.

O início de ano mais fraco que o esperado no varejo foi o que levou a CNC a revisar para 5,4% a expectativa em relação à variação das vendas no varejo neste ano "Ainda assim, o varejo segue uma tendência de recuperação, mesmo que lenta", destacou a CNC. 

Segundo os subíndices do Icec ligados a investimentos, as intenções na contratação de funcionários e na ampliação do número de lojas se encontram nos maiores patamares para meses de março desde 2012 e 2014, respectivamente. 

Entre os entrevistados, 72% relataram disposição para contratar funcionários nos próximos meses, enquanto 47,7% têm planos de investir em novas lojas ou ampliação dos pontos de vendas atuais. Já em relação ao nível dos estoques, 23,7% dos entrevistados os consideram "acima do adequado" - menor porcentual para meses de março desde 2014 (23,0%). 

O emprego no setor avançou 1% no ano passado (+71 mil vagas), e, pela primeira vez desde 2014, o saldo entre aberturas e fechamentos de lojas com vínculos empregatícios foi positivo (8,1 mil estabelecimentos comerciais em 2018).

Para este ano, a CNC projeta saldo positivo de 102 mil postos de trabalho no setor e mais 23,3 mil novos pontos de venda.

 *Com Agência Brasil