Leis e Tributos

Black Friday: Procon-SP autua lojas por erros na informação de preços


Segundo a autarquia, foram encontrados problemas em 70% dos estabelecimentos fiscalizados


  Por Redação DC 27 de Novembro de 2020 às 17:31

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


A Black Friday é uma grande oportunidade para o lojista conquistar novos clientes, mas sem alguns cuidados, pode perder vendas e comprometer a reputação do negócio.

Entre as 9h e 13h desta sexta-feira de descontos, o Procon-SP registrou aumento de 62% nas reclamações de consumidores. No período, segundo o órgão, foram 209 reclamações e 129 consultas e denúncias nas redes sociais, totalizando 338 queixas.

Os principais problemas apresentados foram: maquiagem de preço (desconto oferecido sobre o preço do produto e ou serviço não é real), com 61 registros; pedido cancelado após finalização da compra (36 registros); produto ou serviço indisponível (34); mudança de preço ao finalizar a compra (33).

FISCALIZAÇÃO

Nas ruas, a fiscalização do Procon visitou 275 estabelecimentos no estado de São Paulo. Destes, 70% (193 lojas), cometiam infração ao Código de Defesa do Consumidor, segundo o órgão.

O principal problema encontrado nas lojas de rua foi não informar o preço adequadamente ao consumidor, como, por exemplo, informar somente o desconto em percentual sem informar o preço final;

Além disso, outro problema foi a não informação do preço anterior à Black Friday, impedindo a comparação.

A prática de preços diferentes no folheto e no caixa, deixando de aplicar o desconto ofertado, também aparece entre as principais irregularidades. Alguns locais ainda deixaram de disponibilizar produtos anunciados no folheto promocional.

Segundo o Procon, esses estabelecimentos foram autuados e têm direito a apresentar defesa.

 

IMAGEM: Thinkstock






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