Inovação

Finep lança linha de crédito para empresas que investirem em pesquisa


Inicialmente serão disponibilizados R$ 500 milhões para aporte nos projetos, que podem ser financiados integralmente


  Por Agência Brasil 19 de Outubro de 2017 às 18:48

  | Agência de notícias da Empresa Brasileira de Comunicação.


A Finep, empresa pública brasileira de fomento à ciência, tecnologia e inovação, lançou nesta quinta-feira (19/10) uma linha de crédito para empresas que investirem em projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) que tenham a participação de Universidades.

Denominado Finep Conecta, o novo mecanismo prevê taxas de juros menores com prazos e carências mais longos. A nova linha terá disponível R$ 500 milhões para financiar projetos.

Dependendo do grau de inovação da proposta, a Finep vai financiar até 100% do projeto, que deve ter valor mínimo de R$ 5 milhões. O prazo de retorno do empréstimo chega a 16 anos. Qualquer tipo de Projeto Estratégico de Inovação (PEI) apresentado pela empresa será analisado.

Vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, a Finep financia tanto empresas da área de P&D quanto universidades.

Os recursos disponíveis são da própria Finep. Caso seja necessário, o orçamento poderá ser ampliado.

"No mundo inteiro, a pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e a geração de inovação são feitos dentro da empresa. Os maiores empregadores de P&D na área científica são as próprias empresas. Na Coreia, 80% dos pesquisadores estão nas empresas. No Brasil é o inverso, são só 20%. Os outros 80% estão nas universidades ou nos laboratórios públicos", disse Marcos Cintra, presidente do Finep.

"Estamos oferecendo recurso de longo prazo, barato, acessível às empresas para elas desenvolverem seus projetos de inovação desde que tragam o meio acadêmico para o desenvolvimento", destacou Cintra.

De acordo com o presidente da Finep, na maioria das vezes, as empresas não geram ideias inovadoras porque os pesquisadores não são contratados.

Ao mesmo tempo, os pesquisadores se dedicam mais às suas teses e estudos e não a trabalhar em projetos que interessem ao setor produtivo.

"Esse programa faz com que a empresa diga ao pesquisador o que ela precisa e pague ao pesquisador para desenvolver o produto. Parte dos recursos que a Finep dá para a empresa é transferida para os institutos sob encomenda para desenvolver o que a empresa precisa".

IMAGEM: Thinkstock