Finanças

Previsão de alta no saldo da carteira de crédito passa de 11,5% para 15,6%


Com a pandemia, tanto pessoas físicas como empresas demandaram mais crédito, segundo relatório do Banco Central


  Por Estadão Conteúdo 17 de Dezembro de 2020 às 11:55

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


A pandemia do novo coronavírus, que traz impactos profundos para a economia brasileira, levou o Banco Central (BC) a promover ajustes em suas projeções para o mercado de crédito em 2020.

A instituição alterou, no Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o saldo total de crédito este ano de alta de 11,5% para elevação de 15,6%. Dentro do crédito total, a projeção do saldo de operações com pessoas físicas passou de alta de 7,8% para elevação de 10,4%. No caso das empresas, a expectativa foi de alta de 16,5% para 22,6%.

Já a projeção para o saldo de crédito livre - aquele que não utiliza recursos da poupança ou do BNDES - passou de alta de 12,5% para elevação de 15,8%. Dentro do crédito livre, a projeção para o crédito às pessoas físicas foi de alta de 6,5% para alta de 10,0%. No caso das pessoas jurídicas, passou de elevação de 20,0% para avanço de 23,0%.

A projeção do BC para o saldo de crédito direcionado, que utiliza recursos da poupança e do BNDES, passou de alta de 10,1% para 15,2%. Dentro do crédito direcionado, a projeção do saldo para as pessoas físicas foi de alta de 9,5% para avanço de 11,0%. No caso das pessoas jurídicas, a projeção passou de alta de 11,0% para 22,0%.

O Banco Central também promoveu ajustes em suas projeções para o mercado de crédito em 2021. No RTI, sua projeção para o saldo total de crédito este ano de alta de 7,3% para elevação de 7,8%.

PIB

A instituição espera por uma retração menor da economia brasileira neste ano e inflação mais elevada em relação à expectativa anterior. A estimativa para a queda do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os preços, bens e serviços produzidos no país, neste ano foi revisada de 5%, em setembro, para 4,4%.

Para inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a expectativa passou de 2,1% para 4,3%, em 2020.

 

IMAGEM: Thinkstock

 





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