Finanças

Pedidos de falência caem no 1º trimestre


Enquanto houve queda de 22,6% no índice de falência, os pedidos de recuperação judicial tiveram alta de 23,4% no mesmo período, de acordo com a Boa Vista SCPC


  Por Redação DC 04 de Abril de 2018 às 13:36

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


Os pedidos de falência caíram 22,6% no acumulado trimestral em relação ao mesmo período de 2017, segundo dados com abrangência nacional da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito).

Mantida a base de comparação, as falências decretadas e os pedidos de recuperação judicial aumentaram 28,4% e 23,4%, respectivamente. As recuperações judiciais deferidas1 registraram queda de 8,3% no mesmo período.

Os resultados do 1º trimestre apontam para a continuidade da tendência de queda nos pedidos de falência.

O movimento de queda está atrelado à melhora nas condições econômicas ao longo do último ano, que permitiu as empresas apresentarem sinais mais sólidos nos indicadores de solvência. Este fato que deve continuar, caso o cenário de recuperação se consolide para os principais setores produtivos da economia.

DISTRIBUIÇÃO POR PORTE 

A tabela 2 mostra como estão distribuídas as falências e recuperações judiciais por porte de empresa até março 2018, a partir dos critérios de porte de empresa adotados pelo BNDES2.

As pequenas empresas, por exemplo, apontam que tanto para os pedidos de falências quanto para pedidos de recuperação judicial houve uma representação de 92% dos casos.

Com relação as falências decretadas e recuperação judicial deferida, também houve predominância de ocorrências entre pequenas empresas, sendo de 94% e 93%, respectivamente.

 

DISTRIBUIÇÃO POR SETOR 

Na divisão por setor da economia, o setor de serviços foi o que representou o maior percentual nos pedidos de falência (44%), seguidos do setor industrial (30%) e do comércio (26%).

Com relação à variação dos pedidos de falência, a indústria foi o setor que mais reduziu na comparação dos valores acumulados em 12 meses (abril de 2017 até março de 2018 frente aos doze meses antecedentes), com queda de 35%.

Mantida base de comparação, o comércio diminuiu em 14% enquanto o setor de serviços caiu 12%.