Finanças

Na hora do aperto, brasileiro deixa de pagar a conta de luz


Levantamento da Boa Vista SCPC mostra que o consumidor está mais cauteloso com gastos e prefere 'rolar' dívidas afetadas por juros menores


  Por Redação DC 20 de Agosto de 2018 às 17:48

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


Pesquisa feita Boa Vista SCPC mostra que a maioria da população deixaria de pagar contas recorrentes, como água, luz, condomínio ou aluguel, entre outras, caso a renda familiar diminuísse.

Essa seria a estratégia adotada por 63% dos brasileiros que hoje não carregam dívidas, e por 54% daqueles que se encontram inadimplentes.

Por outro lado, uma parcela bem menor se arriscaria a deixar de pagar contas gerados por gastos com cartão de crédito, ou com cheque especial, por causa dos juros.  

O levantamento foi realizado no 1º semestre, com cerca de 1,7 mil entrevistados em todo o Brasil.

Foi constatado ainda que 70% dos que não possuem dívidas levariam em conta a taxa de juros ao contratar um empréstimo para quitar uma dívida. Entre esses entrevistados, 26% escolheriam o valor das parcelas e 4% o prazo de pagamento.

Já entre os que estão inadimplentes, 50% disseram que considerariam o valor das parcelas, 46% a taxa de juros e 4% o prazo de pagamento.

SITUAÇÃO FINANCEIRA

A pesquisa também questionou sobre a situação financeira atual, do ponto de vista de rendimento da família. Para 35% dos que não estão endividados, a situação financeira está melhor, contra os 39% registrado pelo levantamento no semestre passado.

Já entre os inadimplentes, 51% acham que a situação financeira está pior, também uma piora na comparação com os 55% da pesquisa anterior.

Para 40% dos consumidores que estão com as contas em dia, a quantidade de dívidas diminuiu no primeiro semestre do ano, na comparação com os 47% do semestre anterior.

Já 39% dos inadimplentes disseram que a quantidade de dívidas aumentou. Mesmo percentual do ano passado.

O otimismo prevalece, e a maioria espera melhora com relação às finanças pessoais para o próximo ano, ou seja, que a relação recebimentos versus gastos seja positiva.

Entre que não carregam dívidas, 91% esperam ganhar mais do que gastam. Eram 87% no semestre passado. Entre os inadimplentes, 93% esperam ganhar mais do que gastam. Contra 88% na pesquisa passada.

 

IMAGEM: Thinkstock