Finanças

Donos de ESCs esperam ampliar o capital em 12 meses


Pesquisa do Sebrae mostra que essa nova modalidade de crédito vem registrando uma expansão acima das expectativas


  Por Agência Sebrae 23 de Outubro de 2019 às 11:49

  | Informações do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena empresa


Criada há cinco meses, a Empresa Simples de Crédito (ESC) é um novo modelo de negócio que tem registrado um crescimento acima das projeções de especialistas. Desde que a Lei que criou a ESC foi sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, em abril deste ano, já foram instituídas mais de 420 empresas até o último mês de setembro, e a projeção é que esse número chegue a 490 até o final de outubro.

Uma pesquisa feita pelo Sebrae traçou o perfil desses empreendedores e revelou que a maioria deles (55%) também atua em outra atividade relacionada a crédito ou mercado financeiro; 61% dos entrevistados avaliaram como muito fácil o processo de criação de uma ESC nas juntas comerciais e 84% deles pretendem aumentar o capital social, nos próximos 12 meses (29% desses empreendedores pretendem dobrar o capital investido).

O levantamento feito pelo Sebrae mostrou que entre os empreendedores que já atuavam em outra atividade relacionada a crédito, factoring é a área de atuação mais comum (63%).

Quanto ao formato de empreendimento, a Empresa Ltda (51%) e a Empresa Individual de Responsabilidade Limitada - EIRELI (41%) são os formatos mais utilizados para a constituição das ESC.

“As empresas precisam ganhar competitividade e ampliar a produtividade. O ponto focal da ESC está no desenvolvimento local, por isso ela é tão importante para a retomada do crescimento”, explica o presidente do Sebrae, Carlos Melles. Hoje o capital comprometido para empréstimos está em quase R$ 200 milhões.

Quando consultados sobre as vantagens de criar um Empresa Simples de Crédito, os empreendedores que já possuem factoring destacaram: a ampliação do portfólio de produtos; a possibilidade de trabalhar com a carteira de clientes que já possuem; a utilização do histórico dos clientes; o enquadramento no Lucro Presumido (mais vantajoso que o Lucro Real, com menor tributação em relação às Factoring) e a possibilidade de trabalhar com garantias reais, por meio da alienação fiduciária (o volume de empréstimos pode crescer com o uso de garantias).

O presidente do Sebrae, Carlos Melles, comenta que a expectativa da instituição é de que, ao alcançar a marca de 1 mil ESC em operação, seja possível perceber um crescimento de 10% no mercado de concessão de financiamentos para os pequenos negócios – e isso a um custo mais barato e sem burocracia.

“A ESC vai possibilitar aumento no faturamento das empresas, geração de mais empregos e movimentação da economia do país”, diz o presidente do Sebrae.

Pouco mais da metade (55%) dos proprietários de ESC também atua em outra atividade relacionada a crédito e/ou mercado financeiro. Entre os que atuam e/ou atuaram em outra atividade relacionada a crédito e/ou mercado financeiro, a factoring é a mais comum (63%).

DETALHES DA PESQUISA:

-Empresa de factoring - 63%
-Empresa financeira - 22%
-Empresa securitizadora - 16%
-Empresa de cobrança - 6%
-61% avaliariam como “muito fácil” o grau de dificuldade de abertura de uma ESC nas juntas comerciais
-84% pretendem aumentar o capital social, nos próximos 12 meses
-29% dessas empresas pretendem aumentar o capital em até 30%
-29% delas esperam ampliar o capital acima de 100%
-20% planejam ampliar o capital entre 51% e 100%