Economia

Selic deve ser mantida em 6,5% até outubro, quando passa a subir


A expectativa é de economistas do mercado financeiro ouvidos para elaboração do Relatório Focus, do Banco Central


  Por Estadão Conteúdo 14 de Janeiro de 2019 às 15:09

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


Os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica) para o fim de 2019. O Relatório de Mercado Focus trouxe nesta segunda-feira, 14/01, que a mediana das previsões para a Selic este ano seguiu em 7% ao ano.

Há um mês, estava em 7,50%. Já a projeção para a Selic no fim de 2020 seguiu em 8%, igual ao visto quatro semanas atrás

No caso de 2021, a projeção também seguiu em 8%, igual ao verificado um mês antes. A projeção para a Selic no fim de 2022 permaneceu em 8%, mesmo patamar de um mês antes. 

Em 12 de dezembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou a manutenção, pela sexta vez consecutiva, da Selic em 6,50% ao ano. 

CICLO DE ALTAS

Em um ambiente de inflação baixa e atividade ainda fraca, os economistas do mercado financeiro esperam pela manutenção da Selic no atual patamar, de 6,50% ao ano, até outubro de 2019, quando o Banco Central daria início a um novo ciclo de alta de juros. 

CÂMBIO

O relatório do Banco Central mostrou manutenção no cenário para a moeda norte-americana em 2019. A mediana das expectativas para o câmbio no fim do ano seguiu em R$ 3,80, igual ao verificado há um mês. 

Para 2020, a projeção para o câmbio no fim do ano também seguiu em R$ 3,80, igual ao de quatro pesquisas atrás.

DÉFICIT PRIMÁRIO

Quanto às projeções para o resultado fiscal do governo em 2019, a relação entre o déficit primário e o PIB este ano seguiu em 1,40%. No caso de 2020, foi de 0,75% para 0,73%. Há um mês, os porcentuais estavam em 1,50% e 0,80%, respectivamente. 

Já a relação entre déficit nominal e PIB em 2019 foi de 6,50% para 6,40%, conforme as projeções dos economistas do mercado financeiro. Para 2020, passou de 6,00% para 5,91%. Há quatro semanas, estas relações estavam em 6,50% e 6,00%, nesta ordem. 

O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. Já o resultado nominal reflete o saldo já após as despesas com juros.

SETOR EXTERNO

Os economistas do mercado financeiro alteraram as projeções para a balança comercial em 2019 e 2020. A estimativa de superávit comercial para este ano foi de US$ 52,00 bilhões para US$ 52,24 bilhões.

Um mês atrás, a previsão estava em US$ 52,82 bilhões. Para 2020, a estimativa de superávit passou de US$ 47,25 bilhões para US$ 46,50 bilhões, ante US$ 48,63 bilhões de um mês antes.

No caso da conta corrente, a previsão contida no Focus para 2019 passou de déficit de US$ 26,00 bilhões para rombo de US$ 26,50 bilhões, ante o déficit de US$ 27,30 bilhões projetado um mês antes.

Para 2020, a projeção de rombo seguiu em US$ 38,00 bilhões. Um mês atrás, o rombo projetado era o mesmo. 

O BC projeta déficit em conta de US$ 35,6 bilhões em 2019. Para os analistas consultados semanalmente pelo BC, o ingresso de Investimento Direto no País (IDP) será mais do que suficiente para cobrir o resultado deficitário nos próximos anos. 

A mediana das previsões para o IDP em 2019 foi de US$ 79,50 bilhões para US$ 80,00 bilhões, ante US$ 80,00 bilhões de um mês atrás. Para 2020, a expectativa foi de US$ 84,44 bilhões para US$ 85,00 bilhões, ante os US$ 83,50 bilhões de um mês antes. 

O BC projeta IDP de US$ 90,0 bilhões em 2019.

 

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