Economia

Preços de alimentos recuam; os de saúde e cuidados pessoais avançam


A alta de 0,10% registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) em março foi a menor taxa para o mês desde o ano 2000


  Por Estadão Conteúdo 23 de Março de 2018 às 10:05

  | Agência de notícias do Grupo Estado


A alta de 0,10% registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) em março foi a menor taxa para o mês desde o ano 2000, quando a inflação foi de 0,09%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (23/03), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa acumulada em doze meses recuou de 2,86% em fevereiro para 2,80% em março, o resultado mais baixo desde novembro do ano passado, quando estava em 2,77%.

Dois entre nove grupos registraram reduções de preços no índice de março, segundo o IBGE. O grupo Alimentação e bebidas teve recuo de 0,07%, enquanto as despesas com Comunicação diminuíram 0,19%.

A queda no grupo Comunicação foi puxada pelo item telefone fixo, que caiu 0,94%, em função de uma redução nas tarifas das ligações locais e interurbanas de fixo para móvel, em vigor desde 25 de fevereiro.

Na direção oposta, o grupo Saúde e cuidados pessoais cresceu 0,54% em março, a maior variação e também o impacto mais elevados entre os grupos pesquisados.

As demais altas ocorreram em Artigos de residência, 0,09%; Transportes, 0,07%; Despesas pessoais, 0,12%; Educação, 0,25%; e Habitação, 0,13%.

No grupo habitação, a energia elétrica ficou 0,24% mais cara em março. O gás encanado subiu 0,47%, mas o gás de botijão recuou 0,25% no mês. O grupo Vestuário não registrou variação de preços no mês (0,0%).

Grupos

Os gastos com Alimentação e bebidas recuaram 0,07% em março, após um aumento de 0,13% em fevereiro. O grupo ajudou a conter em 0,02 ponto percentual a taxa de 0,10% registrada pelo IPCA-15. O custo da alimentação no domicílio diminuiu 0,29% em março.

Vários itens importantes no orçamento das famílias ficaram mais baratos, como as carnes (-0,66%) e o tomate (-5,00%). A alimentação fora de casa, porém, subiu 0,31% no mês.

Os gastos das famílias com Transportes subiram 0,07% em março, após um aumento de 1,11% em fevereiro. A tarifa de ônibus urbano aumentou 1,30%, devido a reajustes ocorridos em Fortaleza, Rio de Janeiro, Belém, Porto Alegre e Goiânia.

Por outro lado, as passagens aéreas ficaram 15,33% mais baratas, item de maior impacto negativo no IPCA-15 do mês, uma contribuição de -0,06 ponto porcentual para a taxa de inflação e 0,10% registrada em março.

Quanto aos combustíveis, a gasolina subiu 0,20%, enquanto o etanol aumentou 0,67%.

O aumento no custo do plano de saúde respondeu por 40% de toda a inflação registrada em março, segundo os dados do IPCA-15 divulgados pelo IBGE. A alta de 1,06% no plano de saúde resultou no item de maior impacto individual no IPCA-15, uma pressão de 0,04 ponto porcentual sobre a taxa de inflação de 0,10% registrada em março.

Como consequência, o grupo Saúde e cuidados pessoais teve a maior variação no mês, uma elevação de 0,54%, o equivalente a uma contribuição de 0,07 ponto porcentual para a inflação, a mais elevada entre os grupos pesquisados.

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