Economia

Pandemia derruba investimento estrangeiro no país


No acumulado do ano até outubro, o ingresso destinado ao setor produtivo somou US$ 31,9 bilhões, ante US$ 57,6 bilhões em igual período de 2019, recuo de 44,6%


  Por Estadão Conteúdo 25 de Novembro de 2020 às 14:22

  | Agência de notícias do jornal O Estado de S.Paulo


Em um ambiente de incertezas sobre o futuro, na esteira da pandemia do novo coronavírus, os Investimentos Diretos no País (IDP) somaram US$ 1,793 bilhão em outubro, informou nesta quarta-feira, 25/11, o Banco Central (BC). No mesmo período do ano passado, o montante havia sido de US$ 8,221 bilhões.

No acumulado do ano até outubro, o ingresso de investimentos estrangeiros destinados ao setor produtivo somou US$ 31,914 bilhões, ante US$ 57,615 bilhões em igual período de 2019, recuo de 44,6%.

A estimativa do BC para este ano é de IDP de US$ 50,0 bilhões. Este valor foi atualizado no último Relatório Trimestral de Inflação (RTI).

No acumulado dos 12 meses até outubro deste ano, o saldo de investimento estrangeiro ficou em US$ 43,474 bilhões, o que representa 2,94% do Produto Interno Bruto (PIB).

INVESTIMENTO EM AÇÕES

O investimento estrangeiro em ações brasileiras ficou positivo em US$ 2,759 bilhões em outubro, informou o Banco Central. Em igual mês do ano passado, o resultado havia sido negativo em US$ 1,876 bilhão. No acumulado do ano até outubro, o saldo ficou negativo em US$ 14,371 bilhões.

Já o investimento líquido em fundos de investimentos no Brasil ficou positivo em US$ 148 milhões em outubro. No mesmo mês do ano passado, ele havia sido positivo em US$ 733 milhões. No acumulado do ano até outubro, os fundos registram saídas líquidas de US$ 674 milhões.

O saldo de investimento estrangeiro em títulos de renda fixa negociados no País ficou positivo em US$ 2,671 bilhões em outubro. No mesmo mês do ano passado, havia ficado negativo em US$ 2,835 bilhões. No ano, o saldo em renda fixa ficou negativo em US$ 3,944 bilhões.

TAXA DE ROLAGEM

O Banco Central informou que a taxa de rolagem de empréstimos de médio e longo prazos captados no exterior ficou em 84% em outubro. Esse patamar significa que não houve captação em quantidade suficiente para rolar compromissos das empresas no período.

O resultado ficou abaixo do verificado em outubro do ano passado, quando a taxa havia sido de 92%.

De acordo com os números apresentados nesta quarta pelo BC, a taxa de rolagem dos títulos de longo prazo ficou em 56% em outubro. Em igual mês de 2019, havia sido de 154%.

Já os empréstimos diretos atingiram 90% no mês passado, ante 82% de outubro do ano anterior. No ano até outubro, a taxa de rolagem total ficou em 76%.

Os títulos de longo prazo tiveram taxa de 58% e os empréstimos diretos, de 82% no período. O BC estima taxa de rolagem de 95,3% para 2020.

 

IMAGEM: Thinkstock






Publicidade




Publicidade







Publicidade