Economia

Investimento Direto no país soma US$ 4,093 bi em julho


No acumulado dos últimos 12 meses o saldo de investimento estrangeiro ficou em US$ 84,499 bilhões, o que representa 4,37% do PIB


  Por Estadão Conteúdo 23 de Agosto de 2017 às 11:29

  | Agência de notícias do Grupo Estado


Os Investimentos Diretos no país (IDP) somaram US$ 4,093 bilhões em julho, informou nesta quarta-feira (23/6) o Banco Central.

O resultado ficou dentro das estimativas apuradas pelo Projeções Broadcast, que iam de US$ 2,500 bilhão a US$ 5,500 bilhões, com mediana de US$ 5,100 bilhões.

Pelos cálculos do Banco Central, o IDP de julho indicaria entrada de US$ 5,0 bilhões.

No acumulado de 2017 até julho, o ingresso de investimentos estrangeiros destinados ao setor produtivo soma US$ 40,364 bilhões. Já a estimativa do BC para este ano, atualizada no último Relatório Trimestral de Inflação (RTI), é de US$ 75,0 bilhões de IDP.

No acumulado dos últimos 12 meses até julho deste ano, o saldo de investimento estrangeiro ficou em US$ 84,499 bilhões, o que representa 4,37% do Produto Interno Bruto (PIB).

Investimento em ações

O investimento estrangeiro em ações brasileiras ficou positivo em US$ 2,343 bilhões em julho, informou o Banco Central. Em igual mês do ano passado, o resultado havia sido positivo em US$ 2,945 bilhões.

No acumulado deste ano, o saldo está no azul em US$ 1,065 bilhão. Pelos cálculos do BC, o saldo das operações de investidores estrangeiros no mercado brasileiro de ações será neutro em 2017.

Já o saldo de investimento estrangeiro em títulos de renda fixa negociados no País ficou positivo em US$ 1,629 bilhão em julho e negativo em US$ 126 milhões no acumulado do ano até o mês passado. Para 2017, a estimativa do BC também é de saldo neutro nas operações com renda fixa.

Em julho do ano passado, as aplicações em renda fixa foram negativas em US$ 328 milhões e, no acumulado de janeiro a julho de 2016, negativas em US$ 11,717 bilhões. O saldo foi negativo em US$ 26,664 bilhões no ano passado.

Taxa de rolagem

O Banco Central informou também que a taxa de rolagem de empréstimos de médio e longo prazos captados no exterior ficou em 99% em julho. Esse patamar significa que não houve captação de valor em quantidade para rolar compromissos das empresas no período.

O resultado ficou bem acima do verificado em julho do ano passado, quando a taxa havia sido de 46%.

De acordo com os números apresentados pelo BC, a taxa de rolagem dos títulos de longo prazo, antes chamados de "bônus, notes e commercial papers", ficou em 34% em julho. Em igual mês de 2016, havia sido de 17%. Já os empréstimos diretos atingiram 108% no mês passado, ante 64% de julho do ano anterior.

No acumulado de 2017 até julho, a taxa de rolagem total ficou em 93%. Os títulos de longo prazo tiveram taxa de 118% e os empréstimos diretos, de 89% no período. O BC estima taxa de rolagem de 80% para 2017.

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