Economia

Inflação desacelera para 0,33% em julho


No ano, a taxa acumulada pelo IPCA é de 2,94%. Em 12 meses, o índice acumula alta de 4,48%


  Por Estadão Conteúdo 08 de Agosto de 2018 às 10:15

  | Agência de notícias do Grupo Estado


A taxa de inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,33% em julho, informou nesta quarta-feira (8/08) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado é bem inferior ao aumento de 1,26% observado em junho, quando o índice foi afetado pelos problemas de desabastecimento em decorrência da greve dos caminhoneiros no fim de maio. Com relação a julho de 2017 (0,24%), houve alta.

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No ano, a taxa acumulada pela inflação é de 2,94%. Já em 12 meses, o IPCA acumulou alta de 4,48% –acima dos 4,39% observados no mesmo período no ano passado, mas ainda dentro da meta central do Banco Central, que é de 4,5% para o ano.

O resultado é o mais elevado desde março de 2017, quando a taxa em 12 meses estava em 4,57%. Já nos sete primeiros meses do ano, a alta acumulada é de 2,94%.

Alimentos e bebidas tiveram queda de preços de 0,12% em julho. O grupo de despesas, que havia apresentado alta de preços de 2,03% no mês anterior, foi um dos principais responsáveis pelo recuo da taxa oficial de inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho para julho.

Entre os produtos com queda de preços, destacam-se a cebola (-33,5%), batata-inglesa (-28,14%), tomate (-27,65%), frutas (-5,55%) e carnes (-1,27%).

Apesar da queda média dos alimentos, a alimentação fora de casa passou a custar 0,72% em julho.

“Isso se explica pelas férias, que aumentam a demanda por esse tipo de consumo, e pela Copa do Mundo, quando tradicionalmente as pessoas se reúnem fora de casa, em bares e restaurantes, pra assistir os jogos", disse o gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves.

Outros grupos de despesa contribuíram para o recuo da inflação de junho para julho, que, segundo o IBGE, têm relação com uma acomodação dos preços depois da greve dos caminhoneiros no final de maio, que elevou os preços de vários produtos em junho.

“Em agosto podemos ter um retrato melhor dos impactos da greve dos caminhoneiros, mas aparentemente os reflexos foram pontuais no mês de junho”, afirmou Gonçalves.

Outro grupo que teve deflação em julho foi vestuário (-0,6%), movimento provocado pelas quedas de preços nas roupas masculinas (-0,94%), nas femininas (-0,87%), nas infantis (-0,91%) e nos calçados (-0,44%).

Os transportes também colaboraram para o recuo. Apesar de continuarem registrando inflação em julho (0,49%), a taxa foi bem menor do que a observada em junho (1,58%).

O mesmo aconteceu com habitação, cuja taxa de inflação recuou de 2,48% em junho para 1,54% no mês seguinte.

*Com Agência Brasil 

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