Economia

Inflação de serviços desacelera em setembro


O Índice Geral de Serviços – IGS – parou de subir em relação a agosto e atingiu 0,32% em setembro. A queda está amparada nos preços dos alimentos


  Por Estadão Conteúdo 04 de Outubro de 2017 às 18:08

  | Agência de notícias do Grupo Estado


O Índice Geral de Serviços (IGS) desacelerou em setembro na capital paulista em relação a agosto, mas ainda continua acima da taxa oficial de inflação.

De acordo com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o IGS atingiu 0,32% no nono mês deste ano, depois de 0,54% anteriormente.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação paulistana, ficou em 0,02%, no confronto com 0,10% em agosto.

Grande parte da explicação dessa queda está amparada nos preços de alimentos. No IPC-Fipe, o grupo Alimentação acumula queda de 2,51% neste ano e de 3,41% em 12 meses até setembro.

Essas taxas representam uma grande diferença em relação às altas de 1,09% e de 2,25% do IPC, registradas de janeiro a setembro e no acumulado em 12 meses.

Enquanto o grupo Alimentação tem a segunda maior participação na composição do IPC, de quase 25%, no IGS a influência vem somente dos gastos com alimentos fora de casa, que ainda estão em nível elevado.

De janeiro a setembro, acumula 3,63% e tem alta de 5,29% em 12 meses.

"O IGS continua acima da média principalmente por causa de Alimentação", diz o coordenador do IGS e do IPC, André Chagas. Em setembro, alimentação fora do domicilio avançou 0,28% no IGS.

A despeito de as taxas estarem desacelerando, o ritmo ainda é lento, confirmando a resistência do setor.

"O segmento segue mais pressionado, tem certa rigidez em relação aos preços de outras categorias. Porém, serviços estão dando sinais de arrefecimento", afirma.

Para efeito de comparação, em setembro de 2016, a variação acumulada no ano do IGS era de 4,52% e de 5,84% em 12 meses.

Já as variações do IPC estavam em 5,33% de janeiro a setembro de 2016 e em 8,26% em 12 meses até setembro do ano passado.

Mensal

Em setembro, o encarecimento de serviços de utilidade pública como energia elétrica (1,10%) e gás de botijão (4,42%) pressionaram a inflação de serviços na capital paulista, conforme a Fipe. Os gastos com lazer, por sua vez, foram na contramão, ajudando a aliviar o IGS, segundo Chagas.

O item recreação, por exemplo, teve queda de 3,74% em setembro.